quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O DIÁLOGO É VITAL PARA O CRESCIMENTO INTEGRAL DOS FILHOS


Escola Bíblica Dominical – BETEL
Lição 6 – 11 de Agosto de 2013

Texto Áureo - A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à roda da tua mesa”. SI 128.3

Verdade Aplicada - Crianças educadas desde pequenas, para a liberdade responsável, baseada em princípios, valores e fé, terão muito mais chances de sucesso.

Textos de Referência - Sl 128. 1-6 - 1 - Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos! 2 - Pois comerás do trabalho das tuas mãos, feliz serás, e te irá bem, 3 - A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à roda da tua mesa. 4 - Eis que assim será abençoado o homem que teme ao Senhor! 5 - O Senhor te abençoará desde Sião, e tu verás o bem de Jerusalém em todos os dias da tua vida. 6 - E verás os filhos de teus filhos e a paz sobre Israel.

Subsídio TeológicoA canção da família; um casal que tem amor, respeito e temor a Deus. Bem-aventurança é para aqueles que executa duas coisas: no coração, um temor ao Senhor; na vida, uma postura de obediência. Temor ao Senhor é mais que apenas mostrar reverência e respeito. É permitem ao Senhor penetrar seus pensamentos, planos e decisões de agora, porque a eternidade já vem amostrando à frente.
Observamos neste salmo, um casal de israelitas que temia ao Senhor e desejava estabelecer um lar em comunhão com Jeová.
Os israelitas constituíam famílias grandes e consideravam cada filho uma bênção do Senhor. A esposa fiel é feliz em seu próprio lar, cuidando dos filhos que ama com tanto carinho, mas a infiel deixa a segurança e a santidade de seus aposentos e sai em busca de vítimas. É preciso paciência para cuidar das crianças enquanto estão crescendo.
Deus tem grande interesse pela família, a ama e enfatiza, e deseja que causemos um incessante e profundo impacto na comunidade ao nosso redor.
Os Israelitas sabiam como Sião os enriquecia, e seu anseio era que cada criança honrasse sua nação e orasse pela paz e prosperidade de Israel e de Jerusalém. O verdadeiro patriotismo começa em casa, onde o amor a Deus se junta com o amor à família e à pátria. Devemos orar constantemente por nossos filhos e netos, para que o Senhor mantenha sobre eles sua poderosa mão, abençoando a vida deles para sua glória.

Introdução - Embora nasçam cada vez mais crianças sem uma estrutura familiar tradicional, é na família formada pela união de um homem e uma mulher que se pode ofertar às crianças um marco próprio e adequado para seu desenvolvimento integral como pessoa. A missão e função das famílias cristãs é gerar, criar, formar e conservar uma semente de Deus em cada criança. O que vem a ser um criança sem estrutura familiar tradicional? É a criança que não foi gerada em uma família constituída por homem e mulher e em sua gestação existiu rejeição por parte dos pais, chegando até a jogar fora o recém nascido, vendê-lo ou doá-lo. São crianças que ao passar pelos traumas citado, começam a ser criados por pessoas de mesmos sexos e que não tem com oferecer uma educação através de vossas experiências.

Valorizar a comunicação a partir da prática irrestrita da honestidade e responsabilidade; Sempre falar a verdade; valorizar a atitude honesta; e ensinar sempre mostrando na prática.
1. Comunique honestidade e responsabilidade - Estes são os dois aspectos da comunicação entre pais e filhos que mais consomem tempo e exigem constância. Eles fazem parte do pacote de princípios e valores mencionados na lição anterior, onde vimos a parte teórica deste estudo; agora, um pouco de prática. Todo tempo nossa vida é de mera importância, porém, quando separamos um dos tempos que nos ocupa para afetar ao nossos filhos com um eficaz comunicação, assim, não estamos perdendo tempo, mas ganhando filhos com caráter e personalidades exemplares.

1.1. Ensine seu filho a falar a verdade - Através de situações cotidianas é que a criança aprende a falar a verdade desde pequenina (Pv 2.7). Seja você mesmo o exemplo: ao oferecer a ela um alimento amargo, ao invés de dizer, “coma porque é gostoso", diga; “coma porque faz bem à sua saúde”; quando ela for tomar uma injeção, não diga que não vai doer nada, mas: “vai doer um pouco, mas a dor passa rápido”, ou se você a mandar executar determinada tarefa, ao invés de dizer que é fácil ou que não demora nada, diga que é difícil e vai demorar; mas que ela é inteligente e capaz, por isto vai conseguir fazer tudo direitinho; se você precisar sair, é melhor que seu filho o veja sair e fique em casa chorando do que colocá-lo para dormir ou mandar que o levem para outro cômodo da casa, e depois sair às escondidas (Pv 12.19; 16,6). Procuremos ensinar nossos filhos a falar a verdade, não porque eles houve-nos falarmos a verdade, mas sim, porque falamos a verdade e mostramos a verdade com os exemplos. Segundo a didática da pedagogia um aluno aprende mais se ele ouvir e olhar, ouvindo aprende somente 50% do que lhe foi exposto, ouvindo e vendo aprende 70% é proveitoso, ficará somente 30% da prática pra que o aproveito do ensino chegue a 100%.

1.2. Encoraje seu Filho a ser honesto - Muitos pais inibem o desenvolvimento da honestidade nos filhos. Como fazem isto? Por exemplo, castigando os filhos quando eles assumem que erram, do mesmo modo que fariam se não tivessem assumido o erro (Pv 28.13; 2Co 2.7). Então, quando o filho comete uma falta e a assume, deve ficar sem correção? Não (Ec 7.5NTLH). Mas a correção para quem assume e é honesto, deve ser diferente da aplicada em quem oculta o erro. Além disto, os pais devem declarar o perdão e elogiar a coragem da criança que confessa a falta (Pv 28.13), e ter o cuidado de ensinar-lhe que o elogio feito e a punição branda aplicada, não significam que ela está livre para cometer outra vez aquele erro, mas sim que o papai e/ou a mamãe valorizam a honestidade com que o filho encara aquela situação (2 Co 8.21). Por isso que o dialogo entre os pais e filhos são vitais, muitos filhos estão sendo disciplinado, corrigidos sem saber o porquê. Assim somente cria um medo dos pais, mas continuam a prática do delito. Devemos mostrar o erro, expor a correção, corrigir e distinguir a correção dos que assumem o seu erro para com os que não assumem, pois, aqueles que assumiram seus delitos são visto com outros olhos, onde muitos merecem até elogio por ter sido honesto.

1.3. Crie oportunidades práticas para comunicar responsabilidade - Comece pelo exemplo: Seja pontual, pague em dia suas contas (1 Pe 2.12), cumpra a palavra ainda que seja sacrificial, assuma a responsabilidade pelos erros que você cometer, peça desculpas se for preciso, mas não se justifique. Permita que seu filho perceba suas atitudes. Continue pela distribuição de tarefas, determine a hora que você quer vê-las terminadas, elogie depois que forem executadas e exija o cumprimento delas. Lembre-se, não é necessário esperar que as crianças cresçam para começar a boa educação (1 Tm 5.10). Conforme a criança for se desenvolvendo, vá aprimorando as tarefas. Ensine-a como guardar seus brinquedos, arrumar sua própria cama, colocar a roupa suja no cesto. Assim, você não apenas estará aprimorando o senso de responsabilidade na criança, mas também estará criando hábitos que serão úteis para a vida toda. Paro que a criança aprenda, nas primeiras vezes em que for executar uma tarefa, é necessário que o pai ou a mãe faça junto com ela. Não pague a seu filho para executar tarefas domésticas, pois se lhe pagar para arrumar o próprio quarto ou lavar a louça do jantar, por exemplo, ele pensará que aquelas tarefas não são responsabilidades dele, são suas e que só as fará se desejar fazer-lhe um favor ou se for recompensado. Numa família é necessário a distribuição de responsabilidades dentro dos membros da família. O líder, pai, sozinho andará à lugar nenhum. Somente dividindo as responsabilidades, cobrando as execuções, observando e acompanhando a projeção dos planejamentos para ser feito o que lhe foi exposto.

Esclarecer que a liberdade é fator importante que contribui para o desenvolvimento integral dos filhos e está intimamente ligada à comunicação; Estimular a fazer boas escolhas; e ensinar a arcar com a responsabilidade das escolhas.
2. Capacidade para viver em liberdade - Outro fator importante que contribui para o desenvolvimento integral dos filhos e que está intimamente ligado à comunicação de responsabilidade, é o ensino progressivo para o uso da liberdade. Sem que esta capacitação seja oferecida ao indivíduo desde pequenino, a liberdade para ele poderá ser uma ameaça, um perigo, um fator de sofrimento. O perigo está muita das vezes em colocarmos um jugo pesado em nossos filhos, tirando as vezes a liberdade, pressionando em dogmas humanos que depois de alcançarem um idade juventude, começam a querer alcançar essa liberdade e acabam indo é para a libertinagem.

2.1. Dar pequenas liberdades desde a primeira infância - Segundo a psicologia infantil, a criança de até seis anos de idade só é capaz de entender a liberdade no sentido prático. Por isso, os pais devem permitir que a criança escolha entre coisas e situações de igual valor. Por exemplo, coloque diante dela dois alimentos de valor nutritivo semelhantes, ou duas mudas de roupas próprias para a mesma ocasião e clima, e peça para que ela escolha; ou, se vocês vão sair para lanchar, dê à criança a oportunidade de optar entre duas lanchonetes e entre dois tipos de lanche. Permita que ela escolha entre dois horários para as tarefas escolares. Proporcione a seu filho ou filha alguma atividade que possa executar sem a sua ajuda, desde que você, para a segurança dele ou dela, possa monitorar sem que o perceba. Elogie a preferência e o modo como executaram a tarefa (Ec 10.12). Deixar que os filhos participem das escolhas, no que diz respeito de assuntos de seu dia a dia familiar. Primeiro para que eles aprendem que existem a dificuldade de escolhas, onde os levam ao erro as vezes. Segundo para poderem ser elogiado pela escolha certa.

2.2. Disciplinar e corrigir o abuso de liberdade - O melhor método de correção a ser aplicado àquele que ultrapassou os limites é permitir que sofra as consequências de sua conduta (Rm 2.6). Muitos pais falham em comunicar responsabilidade aos filhos porque querem poupá-los dos resultados de suas escolhas (Hb 12.6). Quando os pais assumem total responsabilidade pelos frutos dos erros dos filhos, estão negando a eles o direito de crescer, de amadurecer e de se tornarem pessoas responsáveis por suas ações. É importante que os pais assegurem aos filhos que permitirão que eles arquem com as consequências de seus próprios erros porque isto lhes é útil e necessário à sua formação, que eles sabem o quanto aquela experiência de colheita está sendo ou será dolorosa para as crianças, mas que no futuro serão gratas porque puderam vivenciá-la.
Um exemplo extremo e dramático, porém muito mais real do que gostaríamos que fosse, é o de garotos e garotos que continuam a viver do mesmo modo que viviam antes de se tornarem pais. Isto mais os prejudica do que poupa. Pais cristãos, conscientes de suas responsabilidades, sabem que devem amar e apoiar os filhos que se enlaçarem numa situação dessas, mas devem fazê-lo de modo a que os adolescentes aprendam a contabilizar os custos da liberdade usada inconscientemente.
O jovem pai passaria a dedicar as horas antes usadas somente no lazer, para trabalhar e ganhar algum dinheiro ou dividir aquilo que seus pais gastam com ele para contribuir com o sustento do bebê, além de passar algum tempo cuidando da criança e aprendendo a paternidade. A jovem mãe deveria cuidar do bebê, exceto nas horas em que estiver na escola ou fazendo os trabalhos escolares, e ter a parte do dinheiro que os pais usariam somente para satisfazê-la, dividido entre ela e seu bebê. Isto pode parecer cruel, mas é disciplina amorosa e se for dispensada, trará graves prejuízos à formação integral de pais e mães precoces.

Ensinar que o culto doméstico é uma ferramenta importante para sedimentar as disciplinas espirituais. A importância do culto doméstico; dos momentos individuais na oração; e do envolvimento na igreja.
3. Relacionamento com Deus - Para que os filhos desenvolvam relacionamento pessoal com Deus, é necessário que os pais assumam como práticas continuadas pelo menos as três indicações sugeridas neste tópico: Em um relacionamento humano, existe vários pontos que os dois tem que atingirem, exemplos: são o diálogo, a fidelidade recíproca, o respeito alheio etc. Assim também deve ser o relacionamento entre o homem e Deus, tendo o diálogo (oração), o respeito, a reverência (culto doméstico), e a fidelidade (congregarmos).

3.1. Culto Doméstico - Normalmente quando se fala ou se escreve sobre a importância do Culto Doméstico na edificação de uma família feliz, começa-se pela porção bíblica de Dt 6,7. Porém, bem antes disto, o próprio Deus, instituidor desse culto, descia ao Éden todas as tardes para receber o culto de Adão e Eva. Estes formavam uma família feliz até o dia em que trocaram aquelas horas com Deus pelo passeio no Jardim, onde tiveram a infelicidade de conhecer Satanás e travar relacionamento com ele. Muitos casais se perdem ou aos filhos por cometerem a mesma falta de nossos ancestrais edênicos. Portanto, irmão, sacrifique algumas horas semanais no altar do Culto Doméstico, e livre seu casamento e seu filho de ser sacrificado ao inferno. Neste tópico mencione apenas o culto doméstico, ele será tratado nas lições 12 e 13. Quando o casal ainda não tem filhos o culto doméstico pode consistir em leitura bíblica, cântico, colocação dos problemas relacionais diante de Deus e oração conjunta. Com bebês os elementos e a forma do culto podem continuar os mesmos, exceto pelos cânticos que poderão cantar hinos infantis e pela inclusão do nenê nos motivos de oração. Com crianças que já andam e falam, a leitura bíblica precisa ser mais curta e compartilhada com os pequenos de modo que eles possam assimilar o máximo possível. O culto não precisa ser necessariamente curto, rápido, mas precisa ser realizado em um local seguro e aconchegante, de modo que mesmo que as crianças se movimentem bastante, o casal não precise interrompê-lo, mas poderá aproveitar tudo o que as crianças fizerem para ensinar-lhes sobre Deus. No momento da leitura bíblica e da oração, os pequeninos devem ser colocados no colo carinhosamente. Crianças, a partir de três anos podem e devem ter participação no culto, cantando e fazendo a própria oração.

3.2. Meditação e oração a sós - Além do culto doméstico, os pais devem reservar momentos diários de devoção pessoal, ora como casal, ora cada cônjuge fazendo seu devocional separado (Sl 9.10), Quando os filhos presenciam estas práticas, aprendem que também podem e precisam se relacionar direto com Deus sem a presença e a mediação dos pais ou de irmãos na fé. Quando as crianças já puderem expressar-se em palavras, os pais devem estimulá-las a receberem a Cristo como seu Salvador pessoal e a orarem sozinhas a respeito de algum desejo, necessidade, medo, etc (Sl 7.10 ). É interessante, também, que os pais perguntem o que ocorreu ou como a criança se sentiu após orar e evitar satisfazer o desejo pelo qual a criança orou. Se depois de algum tempo ela se queixar de que sua oração não foi respondida, esta será uma ótima oportunidade para os pais ensinarem a respeito da oração e do modo como Deus responde (Mt 6.9-13; Tg 4.2,3). Aqui que começamos quando crianças a aprender a falar e ouvir a voz de Deus.

3.3. Frequentar a igreja assiduamente - Quando chegam à adolescência, muitos filhos se afastam dos princípios, valores e fé em que foram criados porque não se envolveram com a Igreja e com outras crianças criadas do mesmo modo e na mesma fé. Assim, entram na chamada “idade crítica”, tendo como amigos e companheiros somente os colegas da escola e os filhos dos vizinhos, que na maioria das vezes não são cristãos (1 Co 15.33). Outros se afastam por que a Igreja deixa de ser um espaço onde possam ter um ensino ministrado com entretenimento e passa a ser um local para sentarem ouvindo hinos e sermões durante horas e receberem críticas pelo modo como se comportam. Por isso, os pais, além de frequentarem a Igreja com os filhos, devem se envolver com eles em atividades adequadas, principalmente naquelas em que podem unir aprendizado da Palavra e relacionamentos sociais, como na Escola Bíblica Dominical e nas atividades dos departamentos correspondentes à idade deles (Dt 4.9). Permanecer nas dependências do templo por algum tempo depois dos cultos, também é muito importante para a socialização dos filhos com outras crianças da mesma idade e até com pessoas mais velhas. A assiduidade na igreja juntamente com a família proporciona para todos uma comunhão muito forte com toda a membresia. Isso proporciona aos nossos filhos amigos e contatos para uma boa e saudável comunhão entre todos.

Conclusão - Diante destas responsabilidades, pais cristãos precisam dedicar-se com amor, cuidado e sabedoria para que seus filhos desenvolvam honestidade, responsabilidade, capacidade para viver a liberdade e relacionamento pessoal cora Deus e com seus semelhantes.

QUESTIONÁRIO
1. Quais são os aspectos da comunicação mencionados que mais consomem tempo e exigem constância? R: Honestidade e responsabilidade,
2. Como ensinar os filhos a falarem a verdade? Dê exemplo: R: Através de situações cotidianas é que a criança aprende a falar a verdade desde pequenina.
3. Como deve ser a correção para o filho que assume o erro? R: Deve ser diferente da aplicada em quem não o assume.
4. Como ensinar a criança a ter liberdade? R: Escolhendo entre coisas e situações de igual valor.
5. Além do culto doméstico, o que podem fazer os pais para desenvolverem a comunicação com os filhos? R: Os pais devem reservar momentos diários de devoção pessoal ora como casal, ora cada cônjuge fazendo seu devocional separado.

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