Lição
6 – 11 de Agosto de 2013
Texto
Áureo
- “A
tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os
teus filhos, como plantas de oliveira, à roda da tua mesa”.
SI 128.3
Verdade
Aplicada
-
Crianças
educadas desde pequenas, para a liberdade responsável, baseada em
princípios, valores e fé, terão muito mais chances de sucesso.
Textos
de Referência - Sl 128. 1-6 - 1 -
Bem-aventurado aquele que
teme ao Senhor e anda nos seus caminhos! 2 - Pois comerás do trabalho das tuas mãos, feliz
serás, e te irá bem, 3 - A tua mulher será como a videira frutífera
aos lados da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à
roda da tua mesa. 4 - Eis que assim será abençoado o homem que teme
ao Senhor! 5 - O Senhor te abençoará desde Sião, e tu verás
o bem de Jerusalém em todos os dias da tua vida. 6 - E verás os filhos de teus filhos e a paz sobre
Israel.
Subsídio
Teológico
– A
canção da família; um casal que tem amor, respeito e temor a Deus.
Bem-aventurança é para aqueles que executa duas coisas: no coração,
um temor ao Senhor; na vida, uma postura de obediência. Temor ao
Senhor é mais que apenas mostrar reverência e respeito. É permitem
ao Senhor penetrar seus pensamentos, planos e decisões de agora,
porque a eternidade já vem amostrando à frente.
Observamos
neste salmo, um casal de israelitas que temia ao Senhor e desejava
estabelecer um lar em comunhão com Jeová.
Os
israelitas constituíam famílias grandes e consideravam cada filho
uma bênção do Senhor. A esposa fiel é feliz em seu próprio lar,
cuidando dos filhos que ama com tanto carinho, mas a infiel deixa a
segurança e a santidade de seus aposentos e sai em busca de vítimas.
É preciso paciência para cuidar das crianças enquanto estão
crescendo.
Deus
tem grande interesse pela família, a ama e enfatiza, e
deseja que causemos um incessante e profundo impacto na comunidade ao
nosso redor.
Os
Israelitas sabiam como Sião os enriquecia, e seu anseio era que cada
criança honrasse sua nação e orasse pela paz e prosperidade de
Israel e de Jerusalém. O verdadeiro patriotismo começa em casa,
onde o amor a Deus se junta com o amor à família e à pátria.
Devemos orar constantemente por nossos filhos e netos, para que o
Senhor mantenha sobre eles sua poderosa mão, abençoando a vida
deles para sua glória.
Introdução
- Embora nasçam cada vez mais crianças sem uma estrutura
familiar tradicional, é na família formada pela união de um homem
e uma mulher que se pode ofertar às crianças um marco próprio e
adequado para seu desenvolvimento integral como pessoa. A missão e
função das famílias cristãs é gerar, criar, formar e conservar
uma semente de Deus em cada criança. O que vem
a ser um criança sem estrutura familiar tradicional? É a criança
que não foi gerada em uma família constituída por homem e mulher e
em sua gestação existiu rejeição por parte dos pais, chegando até
a jogar fora o recém nascido, vendê-lo ou doá-lo. São crianças
que ao passar pelos traumas citado, começam a ser criados por
pessoas de mesmos sexos e que não tem com oferecer uma educação
através de vossas experiências.
►Valorizar
a comunicação a partir da prática irrestrita da honestidade e
responsabilidade; Sempre
falar a verdade; valorizar a atitude honesta; e ensinar sempre
mostrando na prática.
1.
Comunique honestidade e responsabilidade - Estes são os
dois aspectos da comunicação entre pais e filhos que mais consomem
tempo e exigem constância. Eles fazem parte do pacote de princípios
e valores mencionados na lição anterior, onde vimos a parte teórica
deste estudo; agora, um pouco de prática. Todo
tempo nossa vida é de mera importância, porém, quando separamos
um dos tempos que nos ocupa para afetar ao nossos filhos com um
eficaz comunicação, assim, não estamos perdendo tempo, mas
ganhando filhos com caráter e personalidades exemplares.
1.1.
Ensine seu filho a falar a verdade - Através de situações
cotidianas é que a criança aprende a falar a verdade desde
pequenina (Pv 2.7). Seja você mesmo o exemplo: ao oferecer a ela um
alimento amargo, ao invés de dizer, “coma porque é gostoso",
diga; “coma porque faz bem à sua saúde”; quando ela for tomar
uma injeção, não diga que não vai doer nada, mas: “vai doer um
pouco, mas a dor passa rápido”, ou se você a mandar executar
determinada tarefa, ao invés de dizer que é fácil ou que não
demora nada, diga que é difícil e vai demorar; mas que ela é
inteligente e capaz, por isto vai conseguir fazer tudo direitinho; se
você precisar sair, é melhor que seu filho o veja sair e fique em
casa chorando do que colocá-lo para dormir ou mandar que o levem
para outro cômodo da casa, e depois sair às escondidas (Pv 12.19;
16,6). Procuremos ensinar nossos filhos a falar
a verdade, não porque eles houve-nos falarmos a verdade, mas sim,
porque falamos a verdade e mostramos a verdade com os exemplos.
Segundo a didática da pedagogia um aluno aprende mais se ele ouvir e
olhar, ouvindo aprende somente 50% do que lhe foi exposto, ouvindo e
vendo aprende 70% é proveitoso, ficará somente 30% da prática pra
que o aproveito do ensino chegue a 100%.
1.2.
Encoraje seu Filho a ser honesto - Muitos pais inibem o
desenvolvimento da honestidade nos filhos. Como fazem isto? Por
exemplo, castigando os filhos quando eles assumem que erram, do mesmo
modo que fariam se não tivessem assumido o erro (Pv 28.13; 2Co 2.7).
Então, quando o filho comete uma falta e a assume, deve ficar sem
correção? Não (Ec 7.5NTLH). Mas a correção para quem assume e é
honesto, deve ser diferente da aplicada em quem oculta o erro. Além
disto, os pais devem declarar o perdão e elogiar a coragem da
criança que confessa a falta (Pv 28.13), e ter o cuidado de
ensinar-lhe que o elogio feito e a punição branda aplicada, não
significam que ela está livre para cometer outra vez aquele erro,
mas sim que o papai e/ou a mamãe valorizam a honestidade com que o
filho encara aquela situação (2 Co 8.21). Por
isso que o dialogo entre os pais e filhos são vitais, muitos filhos
estão sendo disciplinado, corrigidos sem saber o porquê. Assim
somente cria um medo dos pais, mas continuam a prática do delito.
Devemos mostrar o erro, expor a correção, corrigir e distinguir a
correção dos que assumem o seu erro para com os que não assumem,
pois, aqueles que assumiram seus delitos são visto com outros olhos,
onde muitos merecem até elogio por ter sido honesto.
1.3.
Crie oportunidades práticas para comunicar responsabilidade - Comece
pelo exemplo: Seja pontual, pague em dia suas contas (1 Pe 2.12),
cumpra a palavra ainda que seja sacrificial, assuma a
responsabilidade pelos erros que você cometer, peça desculpas se
for preciso, mas não se justifique. Permita que seu filho perceba
suas atitudes. Continue pela distribuição de tarefas, determine a
hora que você quer vê-las terminadas, elogie depois que forem
executadas e exija o cumprimento delas. Lembre-se, não é necessário
esperar que as crianças cresçam para começar a boa educação (1
Tm 5.10). Conforme a criança for se
desenvolvendo, vá aprimorando as tarefas. Ensine-a como guardar seus
brinquedos, arrumar sua própria cama, colocar a roupa suja no cesto.
Assim, você não apenas estará aprimorando o senso de
responsabilidade na criança, mas também estará criando hábitos
que serão úteis para a vida toda. Paro que a criança aprenda, nas
primeiras vezes em que for executar uma tarefa, é necessário que o
pai ou a mãe faça junto com ela. Não pague a seu filho para
executar tarefas domésticas, pois se lhe pagar para arrumar o
próprio quarto ou lavar a louça do jantar, por exemplo, ele pensará
que aquelas tarefas não são responsabilidades dele, são suas e que
só as fará se desejar fazer-lhe um favor ou se for recompensado.
Numa família é necessário a distribuição de responsabilidades
dentro dos membros da família. O líder, pai, sozinho andará à
lugar nenhum. Somente dividindo as responsabilidades, cobrando as
execuções, observando e acompanhando a projeção dos planejamentos
para ser feito o que lhe foi exposto.
►
Esclarecer que a liberdade é
fator importante que contribui para o desenvolvimento integral dos
filhos e está intimamente ligada à comunicação; Estimular
a fazer boas escolhas; e ensinar a arcar com a responsabilidade das
escolhas.
2.
Capacidade para viver em liberdade - Outro fator
importante que contribui para o desenvolvimento integral dos filhos e
que está intimamente ligado à comunicação de responsabilidade, é
o ensino progressivo para o uso da liberdade. Sem que esta
capacitação seja oferecida ao indivíduo desde pequenino, a
liberdade para ele poderá ser uma ameaça, um perigo, um fator de
sofrimento. O perigo está muita das vezes em
colocarmos um jugo pesado em nossos filhos, tirando as vezes a
liberdade, pressionando em dogmas humanos que depois de alcançarem um
idade juventude, começam a querer alcançar essa liberdade e
acabam indo é para a libertinagem.
2.1.
Dar pequenas liberdades desde a primeira infância - Segundo
a psicologia infantil, a criança de até seis anos de idade só é
capaz de entender a liberdade no sentido prático. Por isso, os pais
devem permitir que a criança escolha entre coisas e situações de
igual valor. Por exemplo, coloque diante dela dois alimentos de valor
nutritivo semelhantes, ou duas mudas de roupas próprias para a mesma
ocasião e clima, e peça para que ela escolha; ou, se vocês vão
sair para lanchar, dê à criança a oportunidade de optar entre duas
lanchonetes e entre dois tipos de lanche. Permita que ela escolha
entre dois horários para as tarefas escolares. Proporcione a seu
filho ou filha alguma atividade que possa executar sem a sua ajuda,
desde que você, para a segurança dele ou dela, possa monitorar sem
que o perceba. Elogie a preferência e o modo como executaram a
tarefa (Ec 10.12). Deixar que os filhos
participem das escolhas, no que diz respeito de assuntos de seu
dia a dia familiar. Primeiro para que eles aprendem que existem a
dificuldade de escolhas, onde os levam ao erro as vezes. Segundo para
poderem ser elogiado pela escolha certa.
2.2.
Disciplinar e corrigir o abuso de liberdade - O melhor
método de correção a ser aplicado àquele que ultrapassou os
limites é permitir que sofra as consequências de sua conduta (Rm
2.6). Muitos pais falham em comunicar responsabilidade aos filhos
porque querem poupá-los dos resultados de suas escolhas (Hb 12.6).
Quando os pais assumem total responsabilidade pelos frutos dos erros
dos filhos, estão negando a eles o direito de crescer, de amadurecer
e de se tornarem pessoas responsáveis por suas ações. É
importante que os pais assegurem aos filhos que permitirão que eles
arquem com as consequências de seus próprios erros porque isto lhes
é útil e necessário à sua formação, que eles sabem o quanto
aquela experiência de colheita está sendo ou será dolorosa para as
crianças, mas que no futuro serão gratas porque puderam
vivenciá-la.
Um
exemplo extremo e dramático, porém muito mais real do que
gostaríamos que fosse, é o de garotos e garotos que continuam a
viver do mesmo modo que viviam antes de se tornarem pais. Isto mais
os prejudica do que poupa. Pais cristãos, conscientes de suas
responsabilidades, sabem que devem amar e apoiar os filhos que se
enlaçarem numa situação dessas, mas devem fazê-lo de modo a que
os adolescentes aprendam a contabilizar os custos da liberdade usada
inconscientemente.
O
jovem pai passaria a dedicar as horas antes usadas somente no lazer,
para trabalhar e ganhar algum dinheiro ou dividir aquilo que seus
pais gastam com ele para contribuir com o sustento do bebê, além de
passar algum tempo cuidando da criança e aprendendo a paternidade. A
jovem mãe deveria cuidar do bebê, exceto nas horas em que estiver
na escola ou fazendo os trabalhos escolares, e ter a parte do
dinheiro que os pais usariam somente para satisfazê-la, dividido
entre ela e seu bebê. Isto pode parecer cruel, mas é disciplina
amorosa e se for dispensada, trará graves prejuízos à formação
integral de pais e mães precoces.
►
Ensinar que o culto doméstico é
uma ferramenta importante para sedimentar as disciplinas espirituais.
A
importância do culto doméstico; dos momentos individuais na oração;
e do envolvimento na igreja.
3.
Relacionamento com Deus - Para que os filhos desenvolvam
relacionamento pessoal com Deus, é necessário que os pais assumam
como práticas continuadas pelo menos as três indicações sugeridas
neste tópico: Em um relacionamento humano,
existe vários pontos que os dois tem que atingirem, exemplos: são o
diálogo, a fidelidade recíproca, o respeito alheio etc. Assim
também deve ser o relacionamento entre o homem e Deus, tendo o
diálogo (oração), o respeito, a reverência (culto doméstico), e
a fidelidade (congregarmos).
3.1.
Culto Doméstico - Normalmente quando se fala ou se
escreve sobre a importância do Culto Doméstico na edificação de
uma família feliz, começa-se pela porção bíblica de Dt
6,7. Porém, bem antes disto, o próprio Deus, instituidor desse
culto, descia ao Éden todas as tardes para receber o culto de Adão
e Eva. Estes formavam uma família feliz até o dia em que trocaram
aquelas horas com Deus pelo passeio no Jardim, onde tiveram a
infelicidade de conhecer Satanás e travar relacionamento com ele.
Muitos casais se perdem ou aos filhos por cometerem a mesma falta de
nossos ancestrais edênicos. Portanto, irmão, sacrifique algumas
horas semanais no altar do Culto Doméstico, e livre seu casamento e
seu filho de ser sacrificado ao inferno. Neste
tópico mencione apenas o culto doméstico, ele será tratado nas
lições 12 e 13. Quando o casal ainda não tem filhos o culto
doméstico pode consistir em leitura bíblica, cântico, colocação
dos problemas relacionais diante de Deus e oração conjunta. Com
bebês os elementos e a forma do culto podem continuar os mesmos,
exceto pelos cânticos que poderão cantar hinos infantis e pela
inclusão do nenê nos motivos de oração. Com crianças que já
andam e falam, a leitura bíblica precisa ser mais curta e
compartilhada com os pequenos de modo que eles possam assimilar o
máximo possível. O culto não precisa ser necessariamente curto,
rápido, mas precisa ser realizado em um local seguro e aconchegante,
de modo que mesmo que as crianças se movimentem bastante, o casal
não precise interrompê-lo, mas poderá aproveitar tudo o que as
crianças fizerem para ensinar-lhes sobre Deus. No momento da leitura
bíblica e da oração, os pequeninos devem ser colocados no colo
carinhosamente. Crianças, a partir de três anos podem e devem ter
participação no culto, cantando e fazendo a própria oração.
3.2.
Meditação e oração a sós - Além do culto doméstico,
os pais devem reservar momentos diários de devoção pessoal, ora
como casal, ora cada cônjuge fazendo seu devocional separado (Sl
9.10), Quando os filhos presenciam estas práticas, aprendem que
também podem e precisam se relacionar direto com Deus sem a presença
e a mediação dos pais ou de irmãos na fé. Quando as crianças já
puderem expressar-se em palavras, os pais devem estimulá-las a
receberem a Cristo como seu Salvador pessoal e a orarem sozinhas a
respeito de algum desejo, necessidade, medo, etc (Sl 7.10 ). É
interessante, também, que os pais perguntem o que ocorreu ou como a
criança se sentiu após orar e evitar satisfazer o desejo pelo qual
a criança orou. Se depois de algum tempo ela se queixar de que sua
oração não foi respondida, esta será uma ótima oportunidade para
os pais ensinarem a respeito da oração e do modo como Deus responde
(Mt 6.9-13; Tg 4.2,3). Aqui que começamos
quando crianças a aprender a falar e ouvir a voz de Deus.
3.3.
Frequentar a igreja assiduamente - Quando chegam à
adolescência, muitos filhos se afastam dos princípios, valores e fé
em que foram criados porque não se envolveram com a Igreja e com
outras crianças criadas do mesmo modo e na mesma fé. Assim, entram
na chamada “idade crítica”, tendo como amigos e companheiros
somente os colegas da escola e os filhos dos vizinhos, que na maioria
das vezes não são cristãos (1 Co 15.33). Outros se afastam por que
a Igreja deixa de ser um espaço onde possam ter um ensino ministrado
com entretenimento e passa a ser um local para sentarem ouvindo hinos
e sermões durante horas e receberem críticas pelo modo como se
comportam. Por isso, os pais, além de frequentarem a Igreja com os
filhos, devem se envolver com eles em atividades adequadas,
principalmente naquelas em que podem unir aprendizado da Palavra e
relacionamentos sociais, como na Escola Bíblica Dominical e nas
atividades dos departamentos correspondentes à idade deles (Dt 4.9).
Permanecer nas dependências do templo por algum tempo depois dos
cultos, também é muito importante para a socialização dos filhos
com outras crianças da mesma idade e até com pessoas mais velhas. A
assiduidade na igreja juntamente com a família proporciona para
todos uma comunhão muito forte com toda a membresia. Isso
proporciona aos nossos filhos amigos e contatos para uma boa e
saudável comunhão entre todos.
Conclusão
- Diante destas responsabilidades, pais cristãos precisam
dedicar-se com amor, cuidado e sabedoria para que seus filhos
desenvolvam honestidade, responsabilidade, capacidade para viver a
liberdade e relacionamento pessoal cora Deus e com seus semelhantes.
QUESTIONÁRIO
1.
Quais são os aspectos da comunicação mencionados que mais consomem
tempo e exigem constância? R: Honestidade
e responsabilidade,
2.
Como ensinar os filhos a falarem a verdade? Dê exemplo: R:
Através de situações cotidianas é
que a criança aprende a falar a verdade desde pequenina.
3.
Como deve ser a correção para o filho que assume o erro? R:
Deve ser diferente da aplicada em quem
não o assume.
4.
Como ensinar a criança a ter liberdade? R:
Escolhendo entre coisas e situações de igual valor.
5.
Além do culto doméstico, o que podem fazer os pais para
desenvolverem a comunicação com os filhos? R:
Os pais devem reservar momentos diários
de devoção pessoal ora como casal, ora cada cônjuge fazendo seu
devocional separado.

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