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sábado, 26 de abril de 2014
domingo, 20 de abril de 2014
REUNIÃO COM "LC"
Amanhã dia 21 de abril de 2014, às 17:00 horas estaremos realizando uma reunião com a mocidade (Louvores Celestes) da Assembléia de Deus em Trindade Ministério de Madureira.
quarta-feira, 16 de abril de 2014
LIÇÃO 3 – COMO VENCER A ANGÚSTIA
TEXTO
AUREO - “Eu, porém,
cantarei a tua força; pela manhã, louvarei com alegria a tua misericórdia,
porquanto tu foste o meu alto refúgio e proteção no dia da minha angústia”. Sl
59.16
VERDADE
APLICADA - Em momentos
de angústia, devemos ter fé para confiar no Senhor e na sua resposta.
OBJETIVO DA LIÇÃO
► Definir o
que é angústia;
► Mostrar as
diversas faces da angústia;
► Apresentar a
cura para a angústia.
TEXTOS DE REFERÊNCIA - 1Sm 13.5 - E os
filisteus se ajuntaram para pelejar contra Israel: trinta mil carros, e seis
mil cavaleiros, e povo em multidão como a areia que está a borda do mar; e
subiram e se acamparam em Micmás, ao oriente de Bete-Áven. 6 - Vendo, pois,
os homens de Israel que estavam em angústia (porque o povo estava apertado), o
povo se escondeu pelas cavernas, e pelos espinhais, e pelos penhascos, e pelas
fortificações, e pelas covas,7 - e os hebreus
passaram o Jordão para a terra de Gade e Gileade; e, estando Saul ainda em
Gilgal, todo o povo veio atrás dele, tremendo. 22 - E sucedeu
que, no dia da peleja, se não achou nem espada, nem lança na mão de todo o povo
que estava com Saul e com Jônatas; porém acharam-se com Saul é com Jônatas, seu
filho. 1Sm 14.6 - Disse, pois,
Jônatas ao moço que lhe levava as armas: Vem, passemos à guarnição destes
incircuncisos; porventura, operará o Senhor por nós, porque para com o Senhor
nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos. 7 - Então, o seu
pajem de armas lhe disse: Faze tudo o que tens no coração; volta, eis-me aqui contigo,
conforme o teu coração.
A Guerra
contra os Filisteus, 13.1—14.52
1. O Início
do Conflito (13.1-23) - O texto
hebraico do versículo 1 literalmente é: “Um ano tinha estado Saul em seu
reinado e o segundo ano reinou sobre Israel”. Várias conjeturas foram feitas
quanto aos números adequados que deveriam ser inseridos nesse texto. Uma vez
que Jônatas nessa época já era um guerreiro de valor (3), provavelmente o
número 40, como a idade de Saul, não estaria muito errado, a menos que
suponhamos um lapso de tempo de alguns anos entre os capítulos 11-12 e 13, o
que parece pouco provável. Talvez “trinta” pudesse ser a segunda opção. Esse número,
somado aos sete anos e meio do reinado de Isbosete, resultaria em cerca de
quarenta anos como a duração da dinastia de Saul (At 13.21). Micmás e na
montanha de Betel (2), uma cidade e uma elevação ao norte de Gibeá. Gibeá de
Benjamim pode indicar Geba (cf. 3), uma cidade não distante de Micmás.
O ataque de
Jônatas aos exércitos dos filisteus deu início às hostilidades. Ao saber que,
como resultado desta ação, Israel se fez abominável (4) - em hebraico, “foi
ofensiva, odiosa ou detestável” - aos filisteus, Saul reuniu o seu povo em
Gilgal, onde ele fora proclamado rei (11.15). Os filisteus reuniram um exército
impressionante, e se acamparam em Micmás, ao oriente de Bete-Aven (5) - a
última, uma versão alternativa para Betel. Amoral israelita estava em um nível
muito baixo.
- Vendo,
pois, os homens de Israel que estavam em angústia (porque o povo estava
apertado) (6), talvez como na versão Berkeley, “viram que eram cercados (pois
os exércitos estavam ameaçados)”. Pelos penhascos, e pelas fortificações, e pelas
covas - ou “pelas cavernas, e pelos buracos, e pelos penhascos, e pelos
túmulos, e pelas cisternas”. Alguns inclusive passaram o Jordão para a terra de
Gade e Gileade.
Em meio a
esta situação difícil, Saul decidiu tomar as rédeas em suas próprias mãos. Por
alguma razão não clara para nós, o rei tinha recebido ordens expressas de
esperar até que Samuel viesse e oferecesse o habitual sacrifício antes da
batalha, e lhe desse instruções (8,13; 10.8). Com a demora do profeta, o
próprio Saul ofereceu o holocausto. Ele procurou justificar este erro perante
Samuel com base no fato de que o povo se espalhava (11), como também na demora
de Samuel e na ameaça dos filisteus. Este foi o primeiro dos vários passos que
o rei deu, ao afastar-se de Deus, cada um deles explicado da mesma maneira: “o
povo!” Forçado pelas circunstâncias (12) - isto é, fiz isso com relutância; mas
apesar disso, o fiz.
Samuel então
teve que declarar a Saul as trágicas consequências de sua desobediência. Em seu
primeiro teste, e diante de uma ordem direta - e não importava a urgência das
circunstâncias extenuantes - Saul havia fracassado. Uma desobediência direta
nunca pode ser justificada com base na “necessidade”. Agiste nesciamente (13) -
de acordo com Moffatt: “Você fez uma coisa tola”. Já lhe tem ordenado o Senhor
- que não conhecemos, mas do qual Saul havia sido definitivamente informado. Já
tem buscado o Senhor (14), um exemplo do “presente profético”, quando os
eventos futuros são mencionados como já em pleno acontecimento, por causa da sua
certeza. Ao despedir-se de Saul, Samuel foi para Gibeá de Benjamim (15).
“Fracassando
no teste da fé” é o tema dos versículos 5-14. (1) O teste da fé chega:
(a) quando o
perigo aumenta, 5,6; (6) quando o medo se instala, 7; (c) quando o apoio humano
falha, 8; (2) Fracassar no teste da fé resulta em: (a) desobediência, 9-10; (b)
desculpas, 11,12; (c) a perda das bênçãos de Deus, 13,14.
O exército,
agora reduzido a seiscentos varões (15), liderados por Saul e Jônatas, acampou
em Gibeá, (16) - onde provavelmente deveríamos ler: Geba, o lugar de onde
Jônatas havia anteriormente expulsado os filisteus, que, agora, das suas
trincheiras em Micmás, que estava localizada nas proximidades, realizavam
sistemáticos ataques contra Israel. Os destruidores (17) - eram literalmente
“invasores” que promoviam ataques repentinos. Os lugares citados ficam ao
norte, a oeste e ao sul de Micmás.
Um parêntesis
aparece em 19-23, com a intenção de explicar o estado em que se encontravam os
israelitas sob a opressão dos filisteus, que, aliada à presença dos exércitos
em Geba (13.3), indicava uma situação que já existia há algum tempo. A sua
relha, e a sua enxada, e o seu machado, e o seu sacho (20) - típicas
ferramentas de fazendas que incluíam o que chamaríamos de foice (segundo a Septuaginta).
O versículo 21 é muito difícil no hebraico. Moffatt não tenta traduzi-lo, mas
indica a sua omissão por marcas de elipse. A ideia a traduzir é provavelmente a
de que a necessidade de ter as ferramentas afiadas por ferreiros filisteus
resultou em uma situação de tamanha falta de equipamentos preparados que,
quando a guerra começou, até mesmo as ferramentas rudes de trabalho eram de
pouca serventia. E saiu... ao caminho de Micmás (23), ou de acordo com
Berkeley, “ocuparam o desfiladeiro de Micmás”.
A Grande
Vitória de Jônatas(14.1-15)
Como as
coisas já estavam assim há algum tempo, Jônatas tomou o seu pajem de armas e
cruzou o vale para o lado dos filisteus, a cerca de cinco quilômetros do
acampamento de Saul em Migrom, no distrito de Geba (2), sem deixar que alguém
soubesse de seus planos. Uma vez mais nos é dito que o exército de Saul contava
apenas com seiscentos homens, e também está dito que com eles estava Aias (3),
bisneto de Eli, que usava o éfode sacerdotal (cf. 2.18, comentário). Aias é provavelmente
o próprio Aimeleque, mais tarde assassinado por Saul (22.9).
A passagem
onde Jônatas abordou a guarnição dos filisteus está bem marcada com um rochedo
agudo de cada lado; aquele que está mais ao norte é conhecido como Bozez
(provavelmente o nome deriva de uma raiz que quer dizer “brilhante”), e o que
está mais ao sul é conhecido como Sené (“espinheiro, ou arbusto espinhoso”).
Diz-se que o General Allenby, durante a Primeira Guerra Mundial, enviou um
esquadrão entre esses mesmos penhascos para surpreender e capturar um exército
turco. Estes incircuncisos (6), um epíteto usado em particular com referência
aos filisteus, que, após virem do oeste, não praticavam a circuncisão como o
faziam os povos semitas. Nenhum impedimento - isto é, “nenhuma limitação,
nenhum obstáculo”. Deus pode agir para e com o seu povo sem levar em conta o
seu número, quer sejam muitas pessoas, quer poucas. A fé atreve-se a coisas
impossíveis quando tem em vista “o invisível” (Hb 11.27). Tais palavras bem
poderiam ser o lema da igreja em tempos como estes.
A natureza da
condição de ação de Jônatas era algo como “um velo de lã” (cf. Jz 6.36-40). Sob
circunstâncias normais, seria altamente improvável que uma guarnição militar,
quando desafiada, convidasse os desafiadores: Subi a nós (10). Nos
descobriremos.
(8), isto é,
“nos mostraremos”. Os filisteus supuseram que eles lidavam com dois desertores
que tinham saído das cavernas em que se tinham escondido (11). Com a confiança
de que Deus havia verificado a sua liderança pelas palavras que lhes foram
ditas pelos inimigos, Jônatas e o seu pajem rapidamente subiram até onde os
desavisados soldados filisteus esperavam para ensinar-lhes (12) uma lição. Com
a vantagem da surpresa, Jônatas e o seu companheiro rapidamente dominaram a guarnição
e mataram uns vinte homens (14). Quase no meio de uma jeira de terra que uma
junta de bois podia lavrar - o texto em hebraico aqui é muito difícil, mas a
versão em português provavelmente traduz o significado, ou seja, que a ação
teve lugar em uma área tão grande quanto uma junta de bois poderia arar em um
dia.
Na ocasião
deste ousado ataque, aconteceu um terremoto tão severo que houve tremor no
arraial, no campo e em todo o povo (15). Era tremor de Deus. O texto hebraico
deixa claro que o Senhor, e nâo apenas um terremoto comum, era a causa do
terror do inimigo, embora a versão em português não traduza claramente este
fato. O pânico não se limitou ao povo, mas afetou também a guarnição e os
destruidores, supostamente soldados cuidadosamente escolhidos e amadurecidos.
“Deus é
sempre maior do que as circunstâncias”; este é o ensinamento nas palavras de fé
de Jônatas: Pois com o Senhor não existe impedimento para salvar com muitos ou
com poucos (6). Nos versículos 4-14 vemos: (1) circunstâncias desencorajadoras,
4,5; (2) uma fé crescente, 6; (3) um companheiro corajoso, 7; (4) um claro
sinal, 8-12; (5) uma vitória poderosa, 13,14.
Introdução - Nesta lição,
abordaremos a angústia: uma enfermidade da alma, caracterizada por uma busca
desenfreada do homem por preencher algo que lhe corrói o interior. Um
sentimento insaciável rasga o peito, gritando para ser alimentado e pôr fim à
sua angústia, à sua dor interior e exterior, podendo causar doenças
psicossomáticas.
OBJETIVO► Definir o
que é angústia;
1. O que é a
angústia? - A angústia se
caracteriza por um sentimento de sufocamento e sensação de aperto no peito,
acompanhados da falta de humor, de ressentimento e até dor física; isso pode
evoluir a outras enfermidades. Biblicamente ela ocorre pela primeira vez no
episódio da queda do homem (Gn 3.7a). Quando Adão e Eva percebem que estão nus
e nada mais podem fazer para retornar ao estado original, então são tomados por
um estado de angústia seguido de medo (Gn 3.8-10). Assim, quando o ser humano
enfrenta situações de confrontos, problemas ou cobranças, sem saber o que fazer
a angústia pode se apoderar do seu coração. Exemplifique
para os alunos com a seguinte situação, imagine-se diante de uma pessoa
afogando-se incapaz de salvá-la. Você sabe que o precisa fazer mas também sabe
que não tem como fazer, neste momento o sentimento natural é de uma agonia
mental, atrelada a um sufixo semelhante ao da asma, e uma dor ou compressão no
peito”, isto é angústia. Quando este sentimento perdura por muito tempo,
caracteriza uma enfermidade da alma.
1.1.
Visão filosófica da angústia - Para o
filósofo Arthur Schopenhauer, viver significa necessariamente sofrer. Quanto
mais o homem busca a vitória, mais ele se desencanta por não conseguir conferir
sentido algum à vida. Os pequenos momentos de prazer, por mais proveitosos que
sejam, são insuficientes para produzir a verdadeira felicidade o que acaba por
gerar a angústia. Dessa forma, para a Filosofia existencialista, o ser humano
está condenado a passar pela vida como um sobrevivente, pois a angústia de
viver com sofrimento, faz desse mal um problema eterno, uma doença incurável.
Entretanto, para o Cristianismo, ao contrário da filosofia, nenhum ser humano
está condenado a existir como sobrevivente, pois, ao encontrar-se com Cristo,
uma fonte de alegria brota no seu interior (Jo 7.38). É uma doença que pode atacar tanto o presidente como o mendigo, mas não é questão de não lutarmos para vencer a angústia. Devemos depositar a nossa confiança no Deus Todo-poderoso, levando uma vida de oração regular e perseverante, submetendo totalmente à vontade do Senhor.
1.2.
Angústia, uma enfermidade perceptível - Embora a
angústia seja uma enfermidade da alma, tal como uma doença do corpo, é possível
percebê-la, como foi visto no primeiro tópico, seus sintomas são visíveis.
Encontramos texto de prova em Gênesis 42.21 que nos relata, como exemplo, o
caso dos irmãos de José quando chegaram ao Egito para comprar cereal e, diante
da dramática exigência de trazer o irmão caçula (Gn 42.20), não sabendo que
estavam diante de José, confessaram uns aos outros: “Na verdade, somos
culpados, no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma, quando
nos rogava, e não lhe acudimos...”. Assim a angústia e o sofrimento dos irmãos
de José puderam ser externado e se tornaram visíveis. A angústia, segundo a
Bíblia é um sentimento repressor, mas também pode ser verbalizada (Jó 7.11).
Por isso, mesmo sendo cristãos, muitas vezes somos afetados por desabafos de
angústias e imagens angustiantes. Para evitar ser contaminado por esta
enfermidade, é preciso se refugiar na Palavra de Deus (Sl 119.143). São vários os sintomas da angústia, dentre tantos citarei alguns como: Dor no peito; Sentimento de culpa; Tristeza; Ansiedade; medo; Falta de humor; Falta de motivação para o trabalho, para a família; Insônia; Nervosismo...etc.
Com certeza devemos nos refugiar na Palavra de Deus, porém é necessário também que entremos com a ação que faz com que evitemos o ataque da angustia, tais como: Aumentar a atividade física (Uma caminhada é o melhor remédio para acalmar a angústia); Evitar sobrecarregar as atenções (Estabelecer uma ordem de prioridade nos afazeres); Desfrutar dos bons momentos.
1.3. A
angústia na realidade social - A angústia é
uma das enfermidades da alma que mais oprime a humanidade (Sl 31.10). É um
sentimento desagradável que pode atingir qualquer pessoa, e infelizmente o
homem não pode se desviar nem escapar dela. Lamentavelmente, como visto
anteriormente, a angústia é uma consequência direta do pecado inoculado no
Homem. Quando ocorre momentaneamente é apenas um reflexo natural das emoções,
porém, quando se torna permanente, é sintomático de uma enfermidade da alma.
Sendo assim, pessoas que apresentem o quadro de angústias podem desenvolver
outros distúrbios emocionais tais como: cansaço físico e mentais, desânimo,
baixa estima e depressão. Exemplifique
para os alunos como na realidade social, deparamo-nos com situações enervantes,
que produzem ou reforçam o sentimento de angústia: os fenômenos naturais
trágicos (tempestades, terremotos, inundações, etc.) e os fenômenos sociais
(violência urbana, guerras, terrorismo). Destaque que, apesar de tudo, nós
temos o antídoto, a cura, que é o socorro de Deus bem presente na hora da angústia
(Sl 46).
OBJETIVO► Mostrar as
diversas faces da angústia;
2. As
diversas faces da angústia - Reconhecer um
quadro de angústia é uma função que cabe a especialistas. Infelizmente, a
maioria dos angustiados só procura ajuda especializada quando a sensação ruim
beira o insuportável. As pessoas chegam ao pronto socorro, com dor e opressão
no tórax, peso e desconforto no peito, de acordo com o cardiologista César
Jardim, supervisor do pronto-socorro do Hospital do Coração, em São Paulo. Os
sintomas se assemelham aos de problemas cardiológicos, como infarto. Mas
aqueles com problemas realmente cardiovasculares somam 30% dos casos.
Incentivar o
diagnóstico e um tratamento por especialistas devem ser o nosso conselho para
aqueles que se encontram nessa situação. A angústia é um problema de saúde e
necessita de acompanhamento. Se alguém está se sentindo sufocado, é preciso
buscar auxílio.
2.1. O que a
Bíblia diz sobre a angústia? - É muito
esclarecedor e elucidativo observar que Jesus nunca afirmou que, neste mundo,
não haveria sofrimento. Na verdade, muitas vezes, prega-se que, ao se tornar
cristão, a pessoa não terá mais tribulações ou tentações. Mas isso não é
verdade. O próprio Senhor Jesus disse claramente: “No mundo passais por
aflições...” (Jo 16.33). E, então, Ele acrescenta uma pequena palavra que faz
toda diferença: “mas”. Em outras palavras, Jesus nos assegura que a Sua vitória
sobre o mundo é a nossa vitória também, “mas tende bom ânimo, eu venci o
mundo”, isto é, por meio dEle, temos a possibilidade de vencer e superar a
angústia. Sabemos que esse mundo é o reino de Satanas, e Jesus declara que passaremos por aflições, "mas" que Ele também passou e venceu o mundo, e a Sua vitória pode ser a nossa vitória também, isto é, em Jesus nós temos a possibilidade de vencer a própria angústia.
2.2. Angústia
é sinal de que há conflito - A pessoa
angustiada precisa pensar e tentar discernir o que a perturba, identificar o
problema. Quando existem vários problemas, é importante definir qual o pior.
Definindo qual o pior problema, o passo seguinte é agir para resolvê-lo. Quando
não há solução ou a solução depende de outros, a saída é aceitar a perda.
Aceitar não é concordar com o fato. É olhar a realidade e concluir: “Isto
ocorreu em minha vida e não posso fazer nada para mudar.” É preciso seguir em
frente, pois submeter-se à vontade de Deus é libertador (Rm 12.2). Algumas
pessoas parecem ter muita dificuldade em conciliar a iniciativa humana com a
dependência de Deus. Elas pensam que ou se tem uma coisa ou outra. Na realidade, ambas são inseparáveis. O senso de dependência do Senhor nos leva a uma ação
corajosa, equilibrada e vitoriosa (Êx 14.15). É necessário lembramos que existe o Deus todo Poderoso que é suficiente para nos encorajar, mas, mais do que lembrarmos de Deus, temos que orar como o poeta Asafe "No dia da minha angústia busquei ao Senhor..." Sl 77.2.
2.3. Angústia
um sentimento comum na pós-modernidade - A angústia
sem dúvida é inerente ao ser humano, mas certamente é fomentada e
potencializada nas situações trágicas (Mc 13.7). O que se percebe no nosso
cotidiano é uma grande angústia. Mas por que tanta angústia? Por que esse
sentimento de vazio, de incompletude? Vivemos num mundo que nos diz,
incessantemente, que precisamos ter satisfação logo, que a dor precisa ser
evitada e/ou suprimida e que a felicidade é a melhor escolha. O medo de não
fazer boas escolhas leva os indivíduos a experimentarem um sentimento de
angústia que passa pela ideia de que algumas dessas escolhas podem ser
definitivas e não possuem retorno. Os males pós-modernos nascem da liberdade,
em vez da opressão.
Ao
proporcionar ao indivíduo liberdade de escolha, sem a presença de referências
duradouras e com opções inesgotáveis, após-modernidade o induz a um nível de
ansiedade sem precedentes.
OBJETIVO► Apresentar a
cura para a angústia.
3. Como lidar
com a angústia - A situação na
qual o povo de Israel se encontrava era extremamente difícil, quase
desesperadora. Estava prestes a entrar em uma guerra com pouquíssimas chances
de vencer. O adversário, o poderoso exército filisteu, somavam trinta mil
carros, e seis mil cavaleiros (1Sm 13.5), enquanto o exército israelita somava
seiscentos homens (1Sm 13.15). Enquanto os filisteus dirigiam-se à batalha
armados até os dentes, entre o povo que estava com Saul e com Jônatas não se
achou nem espada, nem lança. E como nenhum soldado tinha sequer uma arma, os
olhares e atenções se dirigiram para Saul e Jônatas, que eram o rei e o
príncipe herdeiro de Israel e os únicos a possuírem armas (1Sm 13.22). Só que
os líderes também não pareciam saber o que fazer.
É em momentos
como esse que a angústia se apodera do nosso coração. Para o dicionário,
angústia é estreiteza, brevidade, grande aflição, ansiedade acompanhada de
opressão e tristeza.
3.1. Evitar
se concentrar na dor - Diante das
adversidades, temos, assim como os hebreus, a reação natural de fugir (1Sm
13.6), pois eles se esconderam em todos os lugares possíveis, tentando evitar
uma batalha da qual eles sabiam que não sairiam vencedores. Jônatas se
encontrava em uma situação extremamente difícil. Ele estava em grande aperto,
encurralado, colocado contra a parede. Humanamente, não havia saída para aquela
situação. Todavia ele foi capaz de reverter o quadro adverso de uma maneira tão
inesperada e tão completa, que transformou aquela batalha em uma das maiores
vitórias da história do povo de Deus.
A angústia
pode se tornar uma aliada para nos alertar para as mudanças que devemos
realizar em nossa vida.
3.2.
Identificar como mudar a situação - Qual foi o
segredo de Jônatas para superar sua própria angústia e conquistar uma vitória
tão extraordinária? O fator determinante para o sucesso de Jônatas foi à
convicção que ele tinha consciência a respeito de Deus, a compreensão do seu
caráter, dos seus atributos e da sua vontade (Sl 46.1). Através dele, o Senhor
livrou Israel e infligiu uma pesada derrota aos seus inimigos. Os desertores
saíram de seus esconderijos (1Sm 14.22), os traidores voltaram a defender seu
povo (1Sm 14.21), e os adversários, desorientados, mataram-se uns aos outros,
sofrendo uma grande derrota (1Sm 14.20). O povo estava paralisado, mas Jônatas
decidiu agir. Enquanto todos olhavam uns para os outros, na expectativa de que
alguém tivesse uma ideia mirabolante, ele chamou para si a responsabilidade.
Jônatas foi dominado pela profunda certeza de que o Senhor o chamava para a
batalha.
“Disse, pois,
Jônatas ao seu escudeiro: Vem e passemos à guarnição destes incircuncisos;
porventura, o Senhor nos ajudará nisto, porque para o Senhor nenhum impedimento
há de livrar com muitos ou com poucos” (1Sm 14.6).
3.3. Confiar
em Deus é o segredo da vitória - Enquanto o
rei Saul ficou dentro da tenda andando de um lado para o outro, imaginando quem
o Senhor poderia enviar para deter os filisteus, Jônatas acreditou que esse
enviado poderia ser ele próprio. Deus chamou para a batalha. Ele atendeu. Em
momentos de angústia, devemos ter fé para confiar no Senhor e em sua
providência. Precisamos crer no Deus que age em favor dos seus servos, que
intervém na história dos homens, que é fiel às suas promessas, que socorre seus
filhos que estão em grande aperto. Mas Ele também nos chama à ação, pois quer
dividir conosco as experiências da batalha e os louros da vitória.
Conclusão - A consciência
de que o Senhor nos chama à batalha nos deve levar ação, mas não a qualquer
ação. Atirar-se afoitamente contra os obstáculos e conduzir-se de maneira
impensada não é o que vai nos tirar da situação de angústia e levar-nos ao
sucesso. A ação inconsequente pode ser tão ruim quanto à passividade.
QUESTIONÁRIO
1. Qual a
visão filosófica da angústia?
R: Viver
significa necessariamente sofrer.
2. Cite uma
maneira de se lidar com a angústia.
R: Evitar se
concentrar na dor/ Identificar como mudar a situação/Confiar em Deus.
3. Por que a
angústia é comum na pós-modernidade?
R: Vivemos
num mundo que diz que a felicidade é a melhor escolha.
4. O que a
Bíblia diz sobre a angústia?
R: “No mundo,
passais por aflições...” (Jo 16:33).
5. O que é a
angústia?
R: Quando o indivíduo enfrenta situações de
confrontos, pressão, impotência diante dos problemas ou cobranças sem saber o
que fazer.
domingo, 13 de abril de 2014
LIÇÃO 2: VENCENDO O MEDO DA REJEIÇÃO
Texto Áureo -“Então respondeu Moisés e disse: Mas eis que não me crerão, nem ouvirão a minha voz, porque dirão: O Senhor não te apareceu”. Êx 4.1
Verdade Aplicada - O medo da rejeição afeta a nossa tomada de decisão em relação à obra à qual fomos separados pelo Senhor.
Objetivos da Lição
► Definir o que é medo da rejeição;
► Definir o que é medo da rejeição;
► Mostrar o que pensa aquele que se acha rejeitado;
► Apresentar como devemos nos comportar ante essa situação.
Textos de Referência
Êx 3.1 E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto e veio ao monte de Deus, aHorebe.
Êx 3.2 E apareceu-lhe o Anjo do Senhor em uma chama de fogo, no meio de uma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.
Êx 3.6 Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus.
Êx 3.11 Então, Moisés disse a Deus: Quem sou eu, que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?
Êx 4.10 Então, disse Moisés ao Senhor: Ah! Senhor! Eu não sou homem eloquente, nem de ontem, nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua.
Vencendo o medo da rejeição
“Então disse Moisés ao Senhor: Ah. meu Senhor! eu não sou homem eloquente, nem de ontem nem de anteontem. nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua. " Ex 4.10
É muito fácil encontrarmos, no meio do povo de Deus, pessoas que receberam um chamado especial e, ainda assim, sentem-se incapazes de realizá-lo. O caso de Moisés nos leva a enxergar como essas pessoas se deixam levar por um sentimento negativo que acaba por impossibilitá-los de fazer o que o Senhor espera deles. "Então respondeu Moisés, e disse: Mas eis que não me crerão, nem ouvirão a minha voz, porque dirão: O Senhor não te apareceu." Ex 4.1.
O pensamento de Deus em relação a Moisés - Ao se apresentar a Moisés, o Senhor já tinha em mente como iria agir em favor de seu povo, é fato, e todos nós sabemos que Deus é o Todo Poderoso e é capaz de realizar qualquer coisa, porém, em muitas passagens bíblicas, vemos o Todo Poderoso se utilizando de mãos humanas para realizar a sua obra, I Sm 17.46 "Hoje mesmo o Senhor te entregará na minha mão, e ferir-te-ei, e tirar-te-ei a cabeça, e os corpos do arraial dos filisteus darei hoje mesmo às aves do céu e às feras da terra; e toda a terra saberá que há Deus em Israel;". O texto apresentado deixaclaro a intenção do Senhor que poderia ter matado o gigante, mas preferiu se fazer presente através da capacitação fornecida por Ele a David. A Palavra de Deus nos afirma que os Seus pensamentos são maiores do que os nossos, logo podemos entender que, em nenhuma situação, estaremos desguarnecidos daquilo que for preciso para realização do Seu querer.
Quando o Senhor apareceu a Moisés como fogo na sarça já tinha todo o seu projeto traçado. Em nenhum momento, Deus teve dúvida de que ele era o homem certo para o serviço; contudo, durante o seu diálogo com Jeová, Moisés apresenta alguns motivos que podem ser comparados com sintomas de medo da rejeição. Todo preparo recebido por ele na casa de Faraó fazia dele o indivíduo ideal para realização do projeto de Deus, e, ainda assim, nele estava instalado o que chamamos de medo patológico, (Ex 3.11). O medo patológico tem dois sintomas básicos, pode se apresentar como medo específico, quando o indivíduo apresenta um medo em relação a um objeto específico, exemplo: medo de animais, de locais escuros, de altura entre outros; ou ainda como fobia social que traremos a respeito de maneira mais detalhada mais adiante. Nem sempre o Senhor chama os capacitados, pois a Ele pertence o poder de capacitar o homem para realização de sua obra, entretanto, no caso de Moisés, o Senhor já o tinha separado desde a sua meninice, visto que o salvara da morte determinada pelo decreto de Faraó, (Ex2. 3-4). Todos os acontecimentos que se seguiram na vida de Moisés estavam debaixo da supervisão Divina.
Os anos que ele passou na casa de Faraó fizeram de Moisés um homem extremamente preparado para qualquer tipo de trabalho que ele precisasse desempenhar, todavia o fato de ter sido criado como príncipe se tornou num possível impedimento para realização daquilo que era o verdadeiro projeto de Deus para sua vida. A formação recebida que o tornava conhecedor de toda ciência do Egito tinha sido fornecida com o objetivo de fazer dele o futuro Faraó. No caso de Moisés, Deus permitiu que ele cometesse um desatino (Ex 2.12), para que fosse afastado dos planos dos egípcios e trazido de volta para o centro da sua vontade.
Apesar de todo preparo de quedispunha, Moisés ainda não tinha sido provado por Deus, ou seja, era preciso que ele conhecesse o que é viver inteiramente debaixo da vontade do Criador (Fp 4. 12), sendo assim, tornou-se pastor de ovelhas (Ex 3.1) e passa ter conhecimento do que é ser um cuidador de vidas, um protetor e também um guia para os que não conhecem o caminho a ser seguido. (Ex14. 21-22).
Como sabemos, as ovelhas têm algumas características que as tornam vulneráveis, dentre tantas estão: a incapacidade de distinguir entre a boa e a má erva, o que muitas vezes leva algumas à morte, por comerem ervas venenosas. Moises, ao ser levado por Deus a cuidar de ovelhas, pôde aprender que esse animal também é extremamente teimoso e, em alguns casos, precisa ter uma pata quebrada para aprender fazer a vontade de seu pastor. Quando vemos, em uma ilustração antiga, um pastor carregando uma ovelhinha no colo, logo pensamos que ela é a mais amada pelo pastor, mas não é, ela é a mais teimosa e fujona, que se afasta do rebanho constantemente colocando em risco sua vida, por isso o pastor quebra uma de suas patas e passa a carregá-la no colo, depois lhe dá um nome para que, quando ele a chamar, ela identifique a sua voz e volte imediatamente para o rebanho.
Vivendo sob o medo da rejeição -Como já vimos, havia, em Moisés, tudo o que era necessário para que ele pudesse servir a Deus, tinha o conhecimento secular adquirido na casa de Faraó e agora também tinha o preparo dado pelo Senhor no trato com as ovelhas. Ao contrário do que se esperava dele, ao invés, de aceitar imediatamente o chamado, negou, utilizando-se de diversos motivos, que ele considerava impedimentos, para realização do projeto divino, (Ex 4. 10). Em muitos casos, o sentimento de medo pode desviar o escolhido do verdadeiro propósito de Deus para sua vida. Quando o homem é separado para uma obra, ele é separado primeiramente por Deus, em seguida, a ação do Espírito Santo, através da vida desse homem, é que vai mostrar aos outros homens que Deus está agindo e que ele é realmente um escolhido do Senhor, muitos que são chamados perdem a oportunidade de serem reconhecidos por sentirem-se ameaçados e com medo de não serem aceitos como foi o caso de Moisés, (Ex 4.1).
A história relatada no texto de II Rs 2. 14-15 deixa claro que, quando a escolha acontece por Deus, ninguém duvidará.
É importante ressaltar que existem casos em que algumas pessoas usam de artifícios na busca pela aceitação, nesses casos, está na competência do Espírito Santo, revelar a verdadeira intenção dessas pessoas e fazer o que for necessário para que elas sejam cobradas pelos seus atos, (At 5.1-10). Ananias e Safira experimentaram da pior maneira o poder de Deus em suas vidas.
O medo da rejeição também pode levar o indivíduo a duvidar da ação divina, tornando mais difícil a sua caminhada na presença do Criador. Não é raro nos depararmos com pessoas, que, mesmo depois de terem uma experiência íntima e pessoal com Deus, ainda duvidem de sua atuação, (I Rs 18. 36-39 a I Rs 19. 1-4). Nessa narrativa, vemos Elias em seu maior momento de glória e, logo em seguida, sentindo-se desamparado por aquele que o glorificou. Enfrentar dificuldades sempre será algo comum na vida do servo de Deus, contudo a certeza do livramento deve ser superior nesses momentos.
É natural, em quem ainda não está totalmente liberto de seus medos, ter esse tipo de atitude, isto é, negar a capacidade de Deus em fornecer a solução para todos os problemas, o perigo disso está no risco que essa pessoa corre, de com esta atitude, vir a se afastar da presença do Senhor, levando-o a um completo esfriamento espiritual e consequentemente a perda da salvação.
Encarando o medo - O medo da rejeição também é conhecido como fobia social, essa fobia se caracteriza pelo medo, ou até mesmo horror, que a pessoa tem de se apresentar em público, em alguns casos evoluem ao ponto de tornar a pessoa completamente incapaz de comunicar-se, mesmo que seja excelente naquilo para o que foi chamada a fazer. No livro Atos, no capítulo 4, vemos Pedro e João, que aparentemente eram inferiorores a todos aos quais teriam de falar, no entanto os enfrentaram com tamanha intrepidez que os surpreenderam com suas palavras. Quem sofre de fobia social apresenta um impressionante excesso de desconforto quando observado por pessoas, ou ainda por única pessoa em eventos sociais ou que dependam de seu desempenho; esse estado emocional se apresenta também com sintomas físicos, tais como: taquicardia, sudorese, boca seca, sensação que vai desmaiar, pânico, confusão mental, gagueira entre outros.
Em seu diálogo com Jeová, Moisés apresenta um desses sintomas como desculpa para não atender o chamado de Deus, (Ex 4.10) "Então disse Moisés ao Senhor: Ah, meu Senhor! eu não sou homem eloquente, nem de ontem nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua”.
Alguns teólogos afirmam que o pesado de boca e de língua a que se referiu Moisés seria o fato de ele ser gago, já outros apresentam a possibilidade de que ele teria dificuldade em falar a língua pátria, uma vez que, há muito, teria perdido o contato com a mesma.
As prováveis causas do medo da exposição, no caso de Moisés, pode-se remeter a alguns juízos: 1- A crítica; por temer que seus irmãos o desprezassem, visto que ele os havia abandonado como escravos quando poderia ter tentado os livrar daquela situação; 2- A rejeição; por pensar que o povo hebreu pudesse se levantar contra ele, por se apresentar como um enviado do Senhor; 3- A depreciação; por aquilo que ele mesmo reconhece como uma dificuldade real, isto é, o manejo da língua ou idioma; 4- A acusação; que se explica pelo fato de ele ser um fugitivo por assassinato.
Pessoas que sofrem de fobia social podem ter conhecimento de que seus medos sejam excessivos, no entanto temem lidar com situações nas quais seja necessário exposição social.
A ciência se tem utilizado de diversas técnicas para o tratamento do medo ou fobia social, através de medicamentos que amenizam os sintomas da ansiedade, esses medicamentos devem ser ministrados unicamente por médicos e deverão obedecer à individualidade de cada paciente, existem também tratamentos com acompanhamento de psicólogos que atuam com a técnica conhecida como Terapia cognitivo - comportamental (TCC). A psicanálise também tem sido uma solução para alguns casos, pois muitos são acometidos de fobia social originada por traumas ocorridos na infância que, quando identificados através da análise, passam a ser controlados e dirimidos.
O tratamento psicanalítico feito paralelamente com uso do medicamento e acompanhamento terapêutico aumenta em muito a possibilidade de melhora.
Encarando de frente o medo da rejeição
Embora tivesse muitos motivos contrários, Moisés aceitou o mandamento do Senhor, uma vez que ele pôde ver as maravilhas feitas pelo Todo Poderoso (Ex 4. 3-7). A Bíblia ainda nos fornece um grande exemplo de vitória sobre o medo da rejeição quando nos fala acerca de Zaqueu, que deu passos importantes em direção àquilo que via como essencial para uma vida feliz.
O primeiro passo dado por Zaqueu foi ir ao encontro do Senhor, pois sabia que, mesmo com tudo que ele tinha contra si, (Lc 19. 2), Jesus jamais o rejeitaria e ali estava quem realmente pode nos livrar de todo tipo de sentimento negativo, ao saber da passagem de Cristo por Jericó, Zaqueu não pensou duas vezes; foi ter com o Mestre, venceu a sua deficiência física e procurou se apresentar a Ele, (Lc 19 1-4).
Mesmo havendo muitas pessoas que tinham uma grande repulsa por Zaqueu naquele lugar, ele não se deixou levar por qualquer tipo de medo da rejeição que se pudesse fazer presente em sua alma, pelo contrário desceu da árvore e recebeu Jesus com um abraço sabendo que, a partir daquele instante, as coisas começariam mudar em sua vida. Quando recebemos o Senhor, tornamo-nos participantes do seu amor e sentimos que o verdadeiro amor lança fora todo medo, assim sendo, somos revigorados para qualquer projeto que Deus tenha para nossa vida, (I Jo 4. 18), "No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor." Após experimentar o gozo que é estar na presença do Senhor, Zaqueu não teve medo de abrir mão daquilo que considerava mais importante na sua vida, (Lc 19. 8), "E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado.", pois havia descoberto algo de maior valor a palavra de Jesus deu a certeza que Zaqueu esperava, nenhum medo é motivo para que o homem abra mão das bênçãos do Senhor em sua vida, (Lc19.9-10). Aprendemos até aqui que não é difícil alguém com tanta importância para Deus como Moisés ficar preso em seus medos, todavia também descobrimos que se entregarmos a Ele nossa vida inteiramente, ao exemplo de Zaqueu, estaremos livre de qualquer tipo de medo que possa tentar nos assombrar. Sempre que pudermos, devemos valorizar a busca por ajuda de profissionais capacitados e com conhecimento científico que estão aptos a nos ajudar a descobrir a origem de nossos medos. Hoje pela Graça de Deus temos muitos servos de Deus munidos deste conhecimento e capazes de realizar esta tarefa.
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