terça-feira, 30 de julho de 2013

PRATICANDO COM SABEDORIA A COMUNICAÇÃO NO LAR


LIÇÃO 5 – 04 de Agosto de 2013 - BETEL 

Texto Áureo ‘‘Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.” Jo 13.15



Verdade Aplicada - A comunicação e o estabelecimento no lar de padrões baseados em princípios bíblicos são fundamentais para a edificação de uma família plenamente bem sucedida.

Textos de Referência - Jo 13. 3-5; 12-15 - 3 - Jesus, sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus, e que ia para Deus, 4 - levantou-se da ceia, tirou as vestes e, tomando uma toalha, cingiu-se. 5 - Depois, pôs água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido. 12 - Depois que lhes lavou os pés, e tomou as suas vestes, e se assentou outra vez à mesa, disse-lhes: Entendeis o que vos tenho feito? 13 - Vós me chamais Mestre e Senhor e dizeis bem, porque eu o sou. 14 - Ora, se eu. Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. 15 - Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. 
Subsídio Teológico - Jesus sabia que o Pai havia lhe dado todas as coisas. Mesmo em sua humilhação, Jesus possuía todas as coisas por meio do Pai. Era pobre e, no entanto, era rico. Pelo fato de Jesus saber quem era, de onde havia vindo, o que possuía e para onde estava indo, encontrava-se inteiramente no controle da situação. Como cristãos, sabemos que nascemos de Deus, que um dia vamos para junto de Deus e que, em Cristo, temos todas as coisas; assim, devemos ser capazes de seguir o exemplo de Cristo e de servir aos outros.O que Jesus sabia contribuiu para determinar o que ele fez. Os discípulos devem ter ficado estarrecidos quando viram o Mestre levantar-se da mesa onde ceavam, colocar de lado seu manto, envolver a cintura com uma toalha, tomar uma bacia de água e lavar os pés deles. Os servos judeus não lavavam os pés dos senhores; às vezes, os escravos gentis faziam esse serviço. Era uma tarefa humilhante, e Jesus a realizou. Um anfitrião ou anfitriã poderia lavar os pés de um convidado como sinal especial de afeição, mas não era uma prática comum. Jesus sabia da existência de um espírito competitivo no coração de seus discípulos. Na verdade, poucos minutos depois, esses mesmos homens estariam discutindo entre si para saber qual dentre eles era o maior (Lc 22.24-30). Jesus lhes ensinou uma lição inesquecível sobre a humildade e, com seus gestos, repreendeu seu egoísmo e orgulho. Quanto mais refletimos sobre essa cena, mais profunda ela se torna. Sem dúvida, é uma ilustração perfeita daquilo que Paulo escreveu anos depois em Filipenses 2.1-16. É possível que Pedro tenha se lembrado desse acontecimento ao escrever sua primeira epístola instando seus leitores a "[cingir-se] todos de humildade" Muitas vezes, confundimos "os humildes de espírito" (Mt 5.3) com os "pobres de espírito", e a verdadeira humildade com timidez e inferioridade. Certa vez, pediram ao grande escritor inglês Samuel Johnson que preparasse um sermão para o funeral de uma menina. Disseram-lhe que a menina era gentil com pessoas inferiores a ela. Johnson respondeu que isso era louvável, mas que seria difícil determinar quem eram essas pessoas! O Pai depositou todas as coisas nas mãos do Filho e, no entanto, Jesus pegou uma toalha e uma bacia! Sua humildade não vinha de sua pobreza, mas sim de sua riqueza. Era rico e, no entanto, se fez pobre (2C o 8.9). De acordo com um provérbio malaio: "Quanto mais repleto de grãos é o cacho de arroz, mais ele se curva". É impressionante como o Evangelho de João revela a humildade de Jesus, mesmo quando exalta sua divindade: "O Filho nada pode fazer de si mesmo" (Jo 5.1 9, 30). "Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade" (Jo 6.38). "O meu ensino não é meu" (Jo 7.16). "Eu não procuro a minha própria glória" (Jo 8.50). "A palavra que estais ouvindo não é minha" (Jo 14.24). Sua expressão suprema de humildade foi a morte na cruz. Jesus era o Soberano, no entanto assumiu o lugar de servo. Tinha todas as coisas em suas mãos, no entanto pegou uma toalha. Era Senhor e Mestre, no entanto serviu aos seguidores. Alguém disse bem que humildade não é pensar em si mesmo como alguém inferior; antes, a verdadeira humildade é esquecer-se de si mesmo. A verdadeira humildade se desenvolve do nosso relacionamento com o Pai. Se nosso desejo é conhecer e fazer a vontade do Pai para que possamos glorificar seu nome, experimentaremos a alegria de seguir o exemplo de Cristo e de servir aos outros.
Jesus serviu aos discípulos por causa de sua humildade e de seu amor. É interessante contrastar João 13.1 com 1.11 e 3.16: Jesus veio "para o que era seu [o mundo], e os seus [as pessoas] não o receberam". "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira." No cenáculo, Jesus ministrou em amor a seus discípulos, e eles receberam Cristo e suas instruções. O texto grego de João 13:1 diz: "Ele os amou ao extremo". Do mesmo modo, como família, os pais terão que viver o exemplo de Jesus para transmitir isso aos filhos.
A chave desta passagem é João 13:15: "Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também". A sequência é importante: humildade, santidade e, depois, felicidade. Aristóteles definiu a felicidade como "boa fortuna aliada à virtude uma vida aprazível e segura". Isso pode ser suficiente para um filósofo, mas não basta para um cristão! A felicidade é resultado de uma vida conduzida dentro da vontade de Deus. Quando servirmos a outros humildemente, andarmos em seus caminhos de santidade e obedecermos a suas ordens, então desfrutaremos a verdadeira felicidade.
Jesus perguntou a seus discípulos se haviam entendido seu gesto, o que era pouco provável. Portanto, explicou: dera-lhes uma lição sobre o serviço humilde, um exemplo a ser seguido. O mundo acredita que a felicidade é resultante de ser servidos por outros, mas experimentamos a verdadeira alegria quando servimos a outros em nome de Cristo. O mundo está sempre buscando a felicidade, mas isso é como perseguir o vento, pois nem uma coisa nem outra está a nosso alcance. Jesus era seu Mestre, de modo que tinha todo o direito de ordenar que lhe servissem. Em vez disso, porém, foi ele quem lhes serviu! Deu-lhes um exemplo do verdadeiro ministério cristão. Talvez os discípulos se lembrassem da lição sobre a criança, ou de como Jesus repreendeu Tiago e João quando pediram tronos no céu. Aos poucos, tudo se encaixava. O servo (escravo) não é maior que seu senhor; assim, se o senhor tornar-se um servo, o que é feito dos servos? Ficam no mesmo nível que o senhor! Ao se tornar um servo, Jesus não nos empurrou para baixo: ele nos elevou! Dignificou o sacrifício e o serviço. E importante lembrar que os romanos não aceitavam a ideia de humildade, e os gregos desprezavam trabalhos braçais. Quando lavou os pés dos discípulos, Jesus combinou essas duas coisas.
Introdução - Na lição anterior, a comunicação nos foi apresentada como algo essencial aos relacionamentos. Tivemos uma noção geral do verdadeiro ato de comunicar. Agora vamos aplicá-lo à Família.
Objetivo e Sinopse - Ajudar o aluno a aplicar os princípios aprendidos na lição anterior às relações familiares; O Lar pode ser uma democracia, desde que haja autoridade (sem autoritarismo) e informação bem aplicada. 
1. Estabelecendo a comunicação familiar - Normalmente a comunicação familiar é entendida como o processo pelo qual marido e mulher, pais e filhos expõem suas necessidades, expressam opinião individual e comunicam suas decisões. Isto, porém, representa apenas os aspectos mais superficiais e práticos das relações domésticas. A comunicação plena é muito mais que isto e envolve ações subjetivas, tais como comunhão, entrega, compreensão, perdão, etc. Assim, neste tópico, procuraremos afastar aqueles equívocos que sutilmente vão destruindo a ligação familiar e acrescentar aqueles traços que a tornam eficaz: 
1.1. Comunicação e democracia - Alguns casais, desejosos de estabelecer e manter no lar uma comunicação eficiente, pensam que devem viver uma democracia. Imaginam que uma boa forma de administrar a família é não estabelecer regras e limites aos cônjuges e aos filhos. Entretanto, mesmo os regimes democráticos exigem regras. A experiência tem demonstrado que nem mesmo a democracia com as regras que a sustentam, se aplicada à família, produz a tão desejada comunicação integral entre seus membros. Ao contrário, afasta as diferenças fundamentais e necessárias entre seus componentes, abole os papéis de autoridade e liderança e torna o lar uma verdadeira anarquia. Os lares democratizados, vezes sem conta, acabam se tornando apenas um espaço para comer, cuidar da higiene pessoal, descansar e guardar objetos particulares, ou se desfazem por não atenderem às necessidades básicas para as quais foram constituídos. 
1.2. Comunicação e autoridade - O fato de não considerarmos a democracia como regime favorável à comunicação familiar, não significa que o autoritarismo o seja. Para não transformar o lar num regime de arbitrariedade e tirania, a autoridade precisa ser exercida com clareza, moderação, imparcialidade, coerência e diligência e, principalmente, com amor e temor de Deus (Pv 1.7-9). 
1.3. Comunicação e informação - O conhecimento que adquirimos ou oferecemos a respeito de determinado assunto, situação, lugar, pessoa, é informação. Esta é necessária e fundamental à comunicação (2Tm 3.14-17). Porém, a informação somente nos será proveitosa se a utilizarmos como ferramenta e canal para uma comunicação eficaz. A informação é serva da comunicação. Deve ser usada para estabelecer o canal do diálogo, da empatia, do amor, da disciplina, a fim de desenvolver o modo de pensar, de ser, de agir, bem como o comprometimento de todos os membros da família em disseminar a missão de gerar, criar, formar e conservar uma semente para Deus, como também firmar o canal das estratégias, da visão, dos valores da família e garantir a sua unidade e bem estar totais. No sentido primário, comunicação é a arte de tornar comum o conhecimento adquirido e a disposição que uma pessoa apresenta em utilizar corretamente a informação recebida. Por exemplo: Enquanto aguarda no salão de beleza para ser atendida, Magali  um livro sobre relacionamento conjugal e obtém a informação de que os homens são mais objetivos que as mulheres e por isto não lidam bem com. a linguagem subjetiva e/ou codificada. Depois de dar uma repaginada no visual, vai para casa. Quando o marido chega. Magali espera que ele note sua nova produção. Mas como ele se demora em fazer qualquer comentárioela põe-se diante dele e diz queixosa: "Puxa, você não me ama. Nem me nota mais”. O marido olha para ela sem entender nada e uma discussão sem sentido toma corpo. Magali tem a informação certa de como os homens reagem aos códigos. mas não a utilizou para se comunicar com seu marido. O correto seria algo semelhante a: "Que tal meu novo visual? Gostou do meu penteado?''

Objetivo e Sinopse - Orientar o aluno quanto ao modo de afastar os vícios que sutilmente vão destruindo a ligação familiar; Estabelecer padrões: Na comunicação, Na aplicação disciplinar e Nos ensinamentos cristãos e culturais. 
2. Comunicando princípios e padrões duradouros -Vivemos em uma época que se fala muito em quebra de padrões e mudanças de paradigmas. Contudo, mesmo que reconheçamos que alguns padrões devam ser removidos ou modificados, sabemos que a vida em comunidade seria impossível sem o estabelecimento dos mesmos, que por sua vez, obedecem a princípios. Por isso, é importante que no lar cristão os padrões sejam comunicados dia a dia com discernimento e sabedoria estabelecidos com firmeza (Dt 4.1-2). 
2.1. O que são padrões? - Antes de tudo, para comunicar padrões, é necessário entender o que este termo significa. Padrão é aquilo que é estabelecido para servir de referência ou modelo. Por exemplo, a fita métrica, as trenas e as réguas são medidas universais de superfície que utilizam o Metro, cujo símbolo é o “m” como medida padrão, por isso elas possuem a mesma medida em qualquer parte do mundo onde são utilizadas. Deste modo, o metro corrido, quadrado e o metro cúbico terão o mesmo tamanho e serão simbolizados do mesmo modo em qualquer parte do mundo onde esta modalidade de medida seja utilizada. Já imaginou a confusão nos relacionamentos comerciais se cada estabelecimento comercial ou se cada país usasse medidas de superfície que representassem tamanhos diferentes e variáveis de acordo com os humores e as conveniências de cada um? (2Pe 1.20-21). 
2.2. A importância dos padrões na edificação da família - Os padrões são importantes na aplicação da disciplina, para que cônjuges e filhos saibam o que se espera deles e para dar segurança aos membros da família. Eles são necessários à coerência e à constância na doutrinação familiar (Mt 5.37). Os filhos precisam de padrões que os guiem e os dirijam quando estiverem diante de situações que exijam tomada de decisão (Dt 11.19 ). Os padrões devem ser comunicados através do exemplo e da palavra e precisam ser baseados em princípios. Lembre-se, padrões baseado em preceitos bíblicos são fundamentais para a edificação de uma família plenamente bem sucedida (Pv 9.9,10).
2.3. Discernindo padrões fundamentais e padrões secundários - Os pais devem estabelece no lar padrões verdadeiramente cristãos, bíblicos, e também ensinar aos filhos quanto a que se referem a comportamentos, costumes e hábitos, que podem causar-lhes prejuízos tais como retardar a conquista do primeiro emprego, sustentando os filhos por muito tempo, e assim prejudicar reputação deles junto aos pais dos amigos e na escola, o causar o constrangimento de ser confundido como usuários de drogas. Para que haja equilíbrio nestas questões, os pais precisam aprender a distinguir entre padrões fundamentais (bíblicos) e padrões secundários (tendências culturais). Aconselhamento amoroso e espera paciente pelo fim de cada fase poupam pais e filhos de desgastes, aborrecimentos vão se rompimentos. Cônjuges e pais cristãos devem ter o cuidado de não sobrecarregarem um ao outro e aos filhos com exigências que podem ser padrões sociais aceitos e praticados por cristãos, mas que na verdade não são bíblicos.

Objetivo e Sinopse - Estimular o aluno a acrescentar à vida familiar os traços que tornam a comunicação eficaz. Implantar valores universais, valores coerentes vividos em casa e um relacionamento confiável e aconchegante. 
3. Criando convicções por meio da comunicação - Nenhuma modalidade de comunicação que os pais utilizem terá sido eficiente se não conseguir transferir aos filhos convicções, certezas, e formar neles a capacidade de serem juízes de si mesmos ao construir suas próprias opiniões. Isto só se alcança quando, no relacionamento familiar, existe o claro propósito de comunicar fé, princípios, valores. 
3.1. Comunique valores e princípios inquestionáveis e universais - São estes valores que padronizam o modo de pensar, o caráter e o comportamento dos cristãos. Entre eles temos: respeito à autoridade, amor incondicional respeito aos iguais e aos diferentes, capacidade para assumir responsabilidades, obediência, submissão à disciplina, generosidade, integridade, relacionamento correto com o corpo e com a imagem, fé em Deus e dependência total dEle, etc. A comunicação destes valores representa o preparo do terreno no coração dos filhos para que eles produzam o fruto do Espírito (G1 5.22). 
3.2. Comunique valores e princípios com coerência - A incoerência - contradição, discrepância entre o que se fala e o que se faz - é a maior inimiga da comunicação eficiente. Devemos cuidar de falar e proceder do mesmo modo. Os filhos reproduzem muito mais aquilo que veem os pais fazerem do que aquilo que os ouve dizerem. Por isto sejamos coerentes. Pais cristãos devem viver de tal modo que os filhos saibam sempre o que esperam deles e que, ao imitá-los, estejam imitando a Cristo, o qual disse: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não; porque o que passa disso é de procedência maligna” (Mt 5.37). 
3.3. Comunique um relacionamento confiável e aconchegante - Quando o pai ou a mãe mostram com gestos, atitudes, palavras e ações que os filhos são sempre bem-vindos em todos os momentos e sabem o que estão sentindo, porque também sentiram algo semelhante quando tinham a idade deles, o canal da comunicação e da aceitação se estabelece, porque a criança ou o adolescente percebem que seus pais o amam, compreendem e aceitam. Então elas abraçarão os valores dos pais e, mesmo que num ímpeto juvenil se desviem, voltarão a eles. É importante que pais de filhos questionadores ouçam sempre os argumentos deles e demonstrem sua admiração pela capacidade de questionar que eles têm para, em seguida, apontar o que poderia acontecer se eles (pais) cedessem à argumentação dos filhos e lhes permitissem fazer sempre o que desejam. Ao rejeitar os pais, os filhos rejeitam também seus valores e princípios. A aceitação se dá quando os pais equilibram autoridade e igualdade. Pais devem conversar com os filhos quando estes erram ou fracassam nalguma empreitada e assegurar-lhes que os amam mesmo assim e que eles próprios já passaram por situações semelhantes, por isso estão aptos e dispostos a compreendê-los, a corrigi-los e a orientá-los. Professor ensine também a sua classe que relacionamentos são mais importantes do que conforto, luxo, presentes, status, etc. São também mais proveitos do que regras discursos e sermões, pois amar implica em sentir prazer na companhia do outro.

Conclusão - Usemos com sabedoria, portanto, os recursos e as ferramentas da comunicação praticada e ensinada por Jesus, afim de que seja estabelecido e mantido aberto o canal do diálogo, da empatia, do amor e da disciplina, a fim de desenvolvermos o modo de pensar, de ser e agir dos nossos filhos. 

Questionário
1. O que acontece quando a democracia se torna o único modo de conduzir a comunicação do lar? R: Afasta as diferenças fundamentais e necessárias entre seus componentes, abole os papéis de autoridade e liderança e torna o lar uma verdadeira anarquia, 
2. Como deve ser exercida a autoridade no lar? R: Precisa ser exercida com clarezamoderaçãoimparcialidade, coerência, diligência e, principalmente, com amor e temor de Deus. 
3. Qual o proveito da informação? R: Será proveitosa, se a utilizarmos como ferramenta, e canal para uma comunicação eficaz, 
4. O que é padrão? R: É aquilo que é estabelecido para servir de referência e/ou de modelo. 
5. O que representa os valores cristãos? R: Representa o preparo do terreno no coração dos filhos, para que eles produzam o finito do Espírito.

Fonte: Eudes L. Souza

segunda-feira, 29 de julho de 2013

CASSIANE E JAIRINHO SERÃO PASTORES DA ASSEMBLÉIA DE DEUS


A cantora gospel Cassiane Santana Santos Manhães Guimarães, que também é pastora, vai mudar da Ilha do Governador - Rio de Janeiro para São Paulo.
Ela e o marido, o Maestro e Produtor Jairinho Manhães, serão os pastores da igreja Assembleia de Deus Madureira, em Alphaville.
A igreja está prevista para ser inaugurada em outubro.
Nome popular da música evangélica, ela foi a primeira mulher a ser consagrada pastora na denominação pentecostal.

Fonte: Folha de São Paulo

IGREJA OU FAMÍLIA?

       No momento em que Jesus pronunciou esta mensagem que está em Mateus 8.22 e Lucas 9.60, Ele encontrava-se conversando com um jovem que enfrentava uma grande dificuldade: Seguir o mestre ou não seguir. Ele precisava decidir-se entre ficar em casa até que seu pai morresse, ou deixar o lar, a família, a fim de seguir seu Mestre e exercer seu ministério. É bem possível que o pai desse jovem tivesse saúde precária, e não havia certeza de quanto tempo ainda ele viveria. A grande questão que precisava ser resolvida era: Quem tem prioridade: Igreja ou família?
         Jesus viu que o jovem estava pronto para ser seu discípulo, portanto, disse-lhe o Senhor: "Segue-me, e deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos". O que Jesus quiz dizer com "Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos"? Cristo queria dizer com essas palavras que o resto de sua família estaria pronta para cuidar de modo adequado do pai doente e, mais tarde, do sepultamento. Aparentemente não eram crentes em Cristo e, por isso, ainda estavam mortos espiritualmente. Em outras palavras, ainda viviam "mortos nos delitos e pecados". Portanto, do ponto de vista de seu relacionamento pessoal com Deus, os demais membros da família daquele jovem estavam mortos; por isso, encontravam-se suficientemente preparados para atender às necessidades do pai e de modo especial, as que diziam respeito a seus funerais. Em vez de esperar por ali, até que o pai viesse a falecer, perdendo assim a oportunidade de estar sob os cuidados de Cristo, o jovem foi conclamado a atender em primeiro lugar ao chamado de Deus para o serviço cristão. "Quem ama seus pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim, não é digno de mim" (Mt. 10.37).
         Aprendemos que em primeiro lugar devemos adorar a Deus acima de todas as coisa, ou seja seguir o mestre Jesus; em sequência estarmos juntos (família) adorando a Deus e depois vem a igreja. Porém num caso como desse jovem onde a família não estava ainda no caminho do mestre Jesus, aconselho que devemos escolher a melhor direção, que é Jesus!

Pr Dávisson Motta.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O MODELO DIVINO DE COMUNICAÇÃO

SUBSÍDIO TEOLÓGICOPassaremos a estudar esta passagem em seções breves e em detalhe; mas, antes de fazê-lo, devemos buscar compreender o que João estava tentando dizer ao descrever a Jesus como O Verbo. O primeiro capítulo do quarto Evangelho é uma das maiores aventuras do pensamento religioso que jamais obteve a mente do homem. Antes começar a estudá-lo em detalhe, tentaremos ver o que João estava buscando fazer quando escreveu. Não passou muito tempo antes que a Igreja cristã se visse confrontada com um problema básico. A Igreja tivera seus começos dentro do judaísmo. No princípio todos os seus membros tinham sido judeus. Jesus, por descendência humana, era judeu, e, com exceção de breves visitas aos distritos de Tiro e Sidom e a Decápolis, Ele nunca saiu da Palestina. O cristianismo começou entre os judeus; e, devido a isso, era inevitável que falasse o idioma dos judeus, e que empregasse as linhas de pensamento dos judeus. Mas embora o cristianismo teve seu berço dentro do judaísmo, pouco tempo depois se estendeu pelo resto do mundo. Trinta anos depois da morte de Jesus, cerca do ano 60, o cristianismo tinha chegado a Roma. Cerca do ano 60 devem ter havido na Igreja cem mil gregos para cada judeu cristão. As idéias judaicas eram completamente estranhas para os gregos. Para tomar um só exemplo revelador, os gregos jamais tinham ouvido falara de um Messias. O próprio centro da esperança dos judeus, chegada do Messias, era uma idéia completamente alheia aos gregos. A própria linha de pensamento segundo a qual os judeus concebiam e apresentavam a Jesus não significava nada para um grego. Aqui estava o problema – como apresentar o cristianismo ao mundo grego? A tarefa da Igreja cristã consistia em criar no mundo grego uma predisposição para receber a mensagem cristã. O problema consistia em apresentar o cristianismo e a Cristo de maneira que um grego pudesse compreendê-lo. Ao redor do ano 100 houve um homem em Éfeso que se sentiu fascinado pelo problema: Seu nome era João. Relacionava-se com gregos aos quais as idéias judaicas eram estranhas e ininteligíveis e até grosseiras. Como podia encontrar uma forma de apresentar o cristianismo a esses gregos em seu próprio pensamento e em seu próprio idioma e de maneira tal que o aceitassem e compreendessem? Algo que permanecia à tradição de ambas as raças, algo que ambos podiam compreender. O conceito de Verbo. O propósito é relatar sobre a maior grandeza que existe no mundo, sobre aquilo que é a única magnitude realmente grande e importante, Jesus Cristo, seu viver, falar, atuar, sofrer, morrer e ressurgir. O presente relato deverá mostrar à igreja crente em Jesus toda a glória de Jesus, para fortalecer, purificar e aprofundar sua fé. O objetivo de João é mostrar em todo seu escrito que dons, os feitos e as atuações de Jesus não são o mais importante, mas sim o próprio Jesus em sua pessoa, em seu maravilhoso ser. Jesus não somente concede água, pão, vida, ressurreição, Jesus pessoalmente é tudo isso. Por isso João não consegue expressar o mistério da pessoa de Jesus em apenas breves palavras, como Marcos.
Independente do que viermos a ler sobre Jesus, independente de como pronunciarmos o nome Jesus, precisamos saber: Jesus é aquele que certamente está diante de nós como pessoa integral e que não obstante é totalmente diferente de todos nós, em sua natureza. Jesus diz isso pessoalmente, em seu modo singelo e, apesar disso, radical. (Jo 8.23).
 

SINOPSE DO TÓPICO 1 – Comunicar é chave do sucesso, era das comunicações e comunicar é entender e ser entendido. (Deus ao fazer o homem, se tornou imitável por todos os seguidores de Cristo.
1. Definindo a comunicação – Comunicação é assunto atual. Acha-se presente nos vestibulares, no treinamento de pessoal de Recursos Humanos das Empresas, nas campanhas políticas, nos livros e seminários de Evan-gelismo pessoal e de massas, entre outros. Há uma variedade enorme de cursos para líderes, vendedores, professores, etc. Todos destacam a importância de uma boa comunicação. Os temas mais discutidos nos encontros de pais e de casais são os que se relacionam à comunicação. Então, o que é comunicar?
  
1.1. Comunicar é a chave para o sucesso - Comunicar não é apenas a arte de falar e escrever clara e corretamente, de expressar bem nossas idéias, pensamentos e emoções. Se fosse, os escritores, poetas e romancistas em geral nunca fracassariam no casamento, na criação e educação dos filhos, nem experimentariam derrotas diante de qualquer outro problema relacional, pois a comunicação é a chave para o sucesso em qualquer relacionamento (Pv 15.22).

1.2. O que não é comunicação? – Comunicar não é simplesmente saber utilizar os inumeráveis recursos que a tecnologia da informação nos oferece para dar e receber notícias e informações a respeito do que ocorre ao redor do mundo e/ou entrar em contato com uma pessoa em questão de segundos, mesmo que ela esteja no pólo oposto ao nosso. A prova disso, é que a era das comunicações também é a era dos divórcios, das famílias separadas, das babas eletrônicas, das amizades desfeitas, das pessoas confusas, dos relacionamentos que nunca passam do virtual. Comunicar é principalmente tornar comum, fazer saber.

1.3. Comunicar é principalmente tornar comum – É a arte e a disposição que uma pessoa apresenta de se colocar em pé de igualdade com a outra, para que possa entendê-la e fazer-se entendida por ela (Jo 4.1-26). É buscar um ponto em comum com o outro, e, se necessário, abrir mão de algo acrescentando a si mesmo e ao seu modo de ser; pensar e agir, aquilo que possibilitará o estabelecimento do diálogo, do relacionamento, da comunhão. É a determinação de se fazer pertencer ao universo do outro, ao mesmo tempo em que oferecemos condições favoráveis para que ele se sinta pertencente ao nosso universo.
Comunicar é dar-se ao outro e receber a dádiva que o outro faz de si mesmo a nós. Comunicar, no sentido mais aprofundado e cristão, é encarnar-se no universo do outro e deixar que ele se encarne no nosso universo, cedendo lugar a uma unidade perfeita. (Jo 17.21).

SINOPSE DO TÓPICO 2 – O verbo de Deus foi providência para verdadeira comunicação, Jesus nos possibilitou a comunicação e através da Sua Palavra aprendemos sobre essa comunicação. (A encarnação do Verbo é único modelo confiável de comunicação).
2. Deus comunicou-se com a humanidade pela encarnação – O ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus para receber a revelação divina e para viver uma comunhão de amor com Ele e com os semelhantes. O pecado alterou esta capacidade de relacionamento, quer no nível vertical ou horizontal (Rm 3.23). Para tentar resolver os problemas relacionais entre seus pares, os homens inventaram (e continuam inventando), vários meios e recursos de comunicação, quase sempre ineficientes. Para tentar reatar a relação com Deus, desenvolveram várias modalidades de manifestação religiosa. Mas para restaurar a harmonia entre o homem e seu Criador, somente são úteis, eficazes e aceitáveis o meio criado, utilizado e oferecido pelo próprio Deus. Assim, Deus fez-se carne para comunicar-nos a Sua salvação e perfeição (Mt 1.16,20; Lc 1.31).
No Verbo feito carne, o acontecimento comunicativo assume o seu máximo poder de salvação; assim é oferecida ao homem, através do Espírito Santo, a capacidade de receber a salvação e de anunciá-la e testemunhar aos irmãos. Neste caso, a comunicação entre Deus e a humanidade alcançou a sua perfeição no Verbo feito homem. O ato de amor através do qual Deus se revela, juntamente com a resposta de fé da humanidade, gera um diálogo fecundo. Precisamente por isso, podemos fazer nosso pedido dos discípulos; Ensina-nos a orar(Lc 1.1).

2.1. A Encarnação foi o recurso completo utilizado por Deus - A partir da queda, para que a humanidade pecadora não fosse destruída pela presença terrivelmente santa de Deus. Este passou a comunicar-se com ela à distância: Mandou juízos, livramentos, profetas, escritos... Como à criatura caída era impossível responder positivamente aos apelos do Criador, Este decidiu encurtar a distância, remover os obstáculos, desfazer as diferenças, fazendo, de si mesmo, a ponte, o caminho, a escada, o conduto por onde a comunicação entre o divino e o humano pudesse fluir livremente de novo. E como Ele fez isso? João responde: o Verbo se fez carne, e habitou entre nós(Jo 1.14).

2.2. Na Encarnação Deus comunicou vida, exemplo e ensino – Ao fazer-se carne igual a qualquer ser humano (Fl 2.5-8). Deus trouxe até e para nós Sua própria vida e natureza. Ao encarnar, Ele agiu diante de nossos olhos do modo como nós mesmos deveríamos agir, mas só poderíamos fazê-lo depois de O receber e participar de Sua perfeição. Ao sujeitar-se a todas as fraquezas e tentações humanas (Hb 4.15), ao ser provado no mais alto grau que um ser humano, nascido de novo, pode suportar e vencer; Deus se fez nosso exemplo. Imitando a Jesus, o Verbo feito homem, nos tornamos mais que vencedores. Seus ensinos têm autoridade sobre nossas vidas, porque sabemos que não se trata somente de um Façam o que Eu mandei, mas, também, de um Imitem-Me.

2.3. A comunicação feita através da encarnação transformou a Palavra de Deus em fato histórico – Deus se utilizou de várias formas, meios e modulações da comunicação. O escritor da carta aos Hebreus resume, de forma reveladora e graciosa, a história e o ápice das providências comunicativas de Deus em direção à humanidade (Hb 1.1). Por meio da encarnação pudemos ouvi-lo e entendê-lo, porque Deus e Sua Palavra se tornaram, para nós, fato histórico, realidade palpável, verdade tangível. É Deus feito homem, falando-nos em Seu próprio Nome, e na linguagem que podemos entender.

SINOPSE DO TÓPICO 3 – Jesus supriu todas necessidades para essa comunicação. Jesus nos fez entender a linguagem do Reino, e Ele nos fez entrar no Reino. (Devemos ter um desejo ardente e profundo de imitar a Cristo nas relações familiares).
3. Para efetuar a salvação do mundo Deus se fez homem – Deus necessita encarnar-se para redimir a humanidade? Ele não poderia salvá-la de outro modo? Se poderia salvá-la de outro modo, por que não o fez? Entre as respostas teológicas para a encarnação do Verbo, destacaremos apenas as que se relacionam com as providências divinas essenciais à comunicação:

3.1. A necessidade de encarnação para salvar a humanidade – Deus é perfeito. Ele não tem necessidade alguma. Ele é o Todo Poderoso (Gn 17.1). Certamente poderia lançar mão de uma infinidade de meios para salvar a Sua criação. Mas, Ele se fez homem por amor ao homem (Jo 3.16). Visto que a ofensa cometida contra o Deus santo e infinito tem conseqüências eternas, uma reparação satisfatória só poderia ser oferecida por um homem igualmente santo e infinito. Porém, na terra não havia quem preenchesse esses requisitos. Então, foi necessário que Deus encarnasse. Ao reunir em um único ser o divino e o humano, Deus proveu, em Jesus, um resgate eficaz. Assim, podemos dizer com alegria e segurança, que Deus se tornou carne para comunicar-se com a humanidade, revelar-se a ela, salvá-la e santificá-la (Jo 17.17-19).
3.2. A encarnação era necessária para a transculturação do Verbo entre nós – Podemos definir como transculturação a manifestação social em que uma cultura se insere em outra, podendo ambas existirem, serem mútua ou unilateralmente influenciadas, fazendo surgir um novo modelo cultural. Através da encarnação, Deus se inseriu na cultura humana, mais precisamente, na judaica. Ele fez isto de forma tão plena, que ficou conhecido como o Nazareno, o filho do carpinteiro. Por causa deste perfeito ato de se comunicar através da transculturação, Ele (o Verbo) alcançou legitimidade para confrontar os declínios morais, sociais, espirituais, éticos e religiosos dos judeus (Mt 7.29; Lc 4.32; Jo 7.46), e propor-lhes um novo nascimento (Jo 3.3). A encarnação do divino no humano possibilitou o nascimento do humano no divino. Fez surgir nova natureza e vida, passando a constituir um novo povo, com um novo propósito e modo de viver, e um novo destino: a Igreja.

3.3. A encarnação foi necessária para que Deus nos demonstrasse solidariedade – O homem se distanciou tanto do Criador, que só conseguiria corresponder ao amor de Deus se tal amor fosse provado pela solidariedade, comprovada pelo nascer entre os homens, vivenciar os sentimentos deles, sofrer suas dores, ser tentado do modo como são tentados, morrer como eles morrem... A fim de arrancar-nos da sepultura do pecado e nos fazer ressurgir com Ele. Deus consentiu provar o Seu grande amor para conosco (Rm 5.8). E, motivado, o escritor aos Hebreus convida: Cheguemos com confiança ao trono da graça...(Hb 4.15,16).
Deus não precisava tornar-se homem para se compadecer do sofrimento humano, para que pudesse ser misericordioso com os pecadores nem para ter piedade dos pobres e desvalidos deste mundo. O próprio Deus declara que é misericordioso, benigno, justo, sofredor, que conhece as dores humanas (Êx 3.7; 22.27; Jr 3.2a; Is 54.8). Entretanto, era necessário que a humanidade, assentada na região da sombra da morte, percebesse que Deus lhe era solidário. A solidariedade demonstrada até as últimas conseqüências na encarnação e paixão do Verbo, é capaz de iluminar, liberar e enriquecer os que estão amedrontados e em grandes trevas e misérias, fazendo-as semelhantes. Àquele que lhes foi solidário (Cl 1.13; Rm 6.4; 1Pe 2.24;Hb 2.9,10,14,25). Isto faz da solidariedade um dos mais excelentes recursos de comunicação.

Conclusão – Hoje aprendemos que comunicar, no sentido mais aprofundado do cristianismo, é entender a doutrina da encarnação, aceitando-a, vivendo-a e testemunhando acerca dela. Assim podemos dizer que o modelo divino para a comunicação com a humanidade é a encarnação.

QUESTIONÁRIO
1. Dê uma definição de comunicação a partir da lição de hoje:
R: É a arte e a disposição que uma pessoa apresenta de se colocar em pé de igualdade com a outra...
2. O que alterou a capacidade de relacionamento do homem com Deus?
R: O pecado.
3. Qual o recurso mais sublime que Deus utilizou para comunicar-se com a humanidade?
R: A encarnação.
4. Por que os ensinos de Jesus têm autoridade sobre nós?
R: Porque não se trata somente de um Façam o que Eu mandei, mas, também, de um Imitem-Me.
5. Quais os três benefícios apontados da encarnação para a humanidade?
R: Revelar-se a ela, salvá-la e santificá-la.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO FAMILIAR RESPONSÁVEL


LIÇÃO 3 – 21 de Julho de 2013 - Betel

A importância do planejamento familiar responsável

TEXTO AUREO - Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?” Lc 14.28

VERDADE APLICADA - Avaliações constantes, minuciosas e honestas de todas as nossas ações, atitudes e providências tomadas para edificar as bases do lar, são necessárias à tranquilidade, à paz, à segurança e ao sucesso da nossa família.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Mostrar a importância do planejamento familiar;
Consolidar nos crentes a certeza de que com planejamento adequado, mesmo nos dias atuais, podemos edificar ou reedificar bases sólidas para nossas famílias;
Ensinar que o planejamento familiar inclui o preparo dos pais para forjar nos filhos o caráter de Cristo, de modo a que rejeitem o mal, agindo com justiça e retidão.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Lc 14.28 - Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?
Lc 14.29 - Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele.
Lc 14.30 - dizendo; Este homem começou a edificar e não pôde acabar.
Lc 14.31 - Ou qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra outro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil?

SUBSÍDIO TEOLÓGICO - É possível ser um seguidor de Jesus sem ser seu discípulo; seguir o acampamento sem ser um soldado do rei; ser um curioso em um grande trabalho sem fazer nada. Uma vez uma pessoa estava falando com um grande erudito a respeito de um homem mais jovem. "Fulano me disse que foi seu aluno", disse. A resposta do professor foi esmagadora: "Pode ser que tenha assistido a minhas aulas, mas não foi um de meus alunos." Há um mundo de diferença entre um estudante e outro que só vai às aulas. Uma das grandes desvantagens da igreja é que nela há muitos seguidores de Jesus à distância e poucos verdadeiros discípulos.
Em linguagem figurada, um discípulo do Senhor tem dois objetivos principais: construir e lutar (Ne 4.17). Nenhuma das tarefas de vida deve ser assumida com empolgação carnal, mas com sóbria cautela e modéstia (2Pe 1.5). É preciso calcular os custos da construção e as forças para a luta. Os custos da construção e as forças para lutar somente podem ser cobertos quando se renuncia ao próprio poder em termos de força e capacidade. Contudo, quem abre mão da força pessoal e da capacidade própria, agarrando a força e a capacidade do Senhor, constrói a torre com potencial suficiente. Quem é fraco em si mesmo, mas, forte no Senhor consegue conduzir bem a guerra.
A metáfora da construção de uma torre evoca a palavra do Sermão do Monte (Mt 7.24-27), embora o nexo direto seja outro. Lá é sublinhado o lançamento de um alicerce firme, aqui, porém se fala da execução da obra. No Sermão do Monte parecia que o fundamento já garantiria a conquista. Aqui Jesus aponta para a conclusão da obra. A execução da construção da torre representa, em sentido figurado, não a primeira adesão íntima ao Senhor, mas o seguir constante, o discipulado integral, a santificação. A atividade construtiva até a conclusão não é encerrada com tanta rapidez, porque também nesse caso é preciso superar dificuldades.
Quem tem a intenção de edificar uma torre (nas grandes vinhas era construído uma torre para vigiar, e assim evitar que ladrões roubassem a lavoura) precisa ponderar bem desde o começo tudo o que faz parte da execução. Um começo precipitado e superficial não chega ao alvo. Dessa forma Jesus repele os que afluem de maneira irrefletida. Assim como somente a conclusão de uma construção constitui a honra para o proprietário, assim é unicamente o desfecho, e não o começo, que coroa a trajetória de um cristão. Uma obra abandonada provoca o escárnio das pessoas.
Assim como a primeira parábola descreve um empreendimento leviano, assim a parábola da expedição bélica mostra que uma grande tarefa não pode ser enfrentada sem ponderação madura. Todo rei que tiver razão e motivo de guerrear com outro rei que dispõe de mais do dobro de força militar do que ele próprio avalia exaustivamente a expedição. Pergunta-se se conseguirá superá-lo com seu efetivo inferior. Quando sua ponderação leva à resposta negativa ele apresenta o mais rapidamente possível um pedido de paz.
Conforme Campbell Morgan, interpreta o construtor e o rei não como os cristãos, mas sim como Jesus Cristo. Foi Jesus quem "calculou o preço", a fim de garantir que tivéssemos o tipo de material adequado para edificar a Igreja e para lutar contra o inimigo. Não é possível fazer isso com seguidores titubeantes, que se recusam a pagar o preço.

Introdução - Se perguntarmos a qualquer pessoa o que é planejamento familiar, possivelmente obteremos a seguinte resposta: “Planejar a família é fazer os cálculos de quantos filhos o casal, pode sustentar e educar sem depender de terceiros, ou da caridade publica”. Isto é apenas parte da verdade e representa somente uma das etapas do projeto. Para chegarmos ao tão almejado planejamento, não devemos negligenciar etapas importantes, como veremos a seguir:

SINOPSE DO TÓPICO 1
Educar para ser família, para fazer a escolha certa e para adequar à vontade de Deus.
1. Projetando a família - Para imitarmos ao Senhor na constituição da família, precisamos abrir mão da maneira de pensar mundana, caso já se tenha instalado em nossa mente, e permitir que o Espírito de Cristo suplante todo nosso entendimento carnal para vivermos inconformados com este mundo. O pensamento terreno acerca da família é frontalmente contra os princípios bíblicos, por isso os filhos de Deus devem se orientar biblicamente;

1.1. Quanto ao desejo - Os cristãos não devem esperar que os filhos cresçam para educá-los a respeito da família. É preciso ensinar-lhes desde a mais tenra infância a amar o lar como o melhor lugar do mundo e a que aspirem edificar uma família como sendo a realização mais importante das suas vidas (Pv 22,6). Pais, invistam na espiritualidade, na vida com Deus, no aperfeiçoamento do caráter, nos relacionamentos domésticos, nos sentimentos nobres, nos desejos dignos e elevados, nos estudos, no desenvolvimento dos talentos e na vida profissional dos filhos e levem-nos a buscar a estabilidade econômica em função da família que irão formar. Ensinem-nos a conter os desejos carnais de modo a que não cheguem ao casamento contaminados por relacionamentos anteriores, com incontinência sexual, que é a mãe da infidelidade conjugal, ou sem que estejam prontos para levar adiante e com êxito o maior, o mais belo e o mais significativo empreendimento da vida humana: a família.
Vivemos, em uma época em que as pessoas configuram suas famílias a partir da concupiscência da carne: os casamentos são matizados de modo irresponsável por pessoas que sequer sabem o que querem, que não desejam de verdade formar uma família e que não têm a intenção de mantê-la a qualquer custo. Filhos são concebidos por descuido, em relacionamentos pré-maritais, extramaritais (na maioria dos casos por pessoas que não pensam em sustentá-los, pois como poderiam criá-los e educá-los?), em “produções independentes relacionamentos praticados por adolescentes numa “ficada” etc. Crianças são adotadas e/ou concebidas em uniões monopolares e em muitas outras modalidades estranhas ao relacionamento conjugal e à verdadeira família. Infelizmente há muito despreparo precipitação e desrespeito aos princípios bíblicos também por parte do povo de Deus, no que diz respeito a formação de novos lares. Precisamos fazer de tudo para doravante. agirmos acertadamente. Que Deus nos conceda a graça de imitá-lo. obedecendo à inclinação da mente de Cristo, implantada, em nós desde o dia em que nascemos de novo) (lCo 2.16b).

1.2. Quanto ao tipo - Os jovens devem conceber em suas mentes e corações o tipo de família que querem constituir. É a concepção correta do que se deseja que possibilita o planejamento adequado à realização daquilo que se anela. Os moços que querem uma família unida, harmoniosa, disciplinada, bem sucedida e com todos os membros servindo a Deus, precisam fazer uma avaliação do que são, do que fazem e do que têm, para averiguar se é suficiente para a execução do projeto de vida deles. Devem procurar um par que tenha projeto semelhante e que preencha as condições básicas para levá-lo a concretização.

1.3. Quanto ao propósito - Os desígnios de Deus para a família já estão determinados (Dt 26.19; Is 43.7), Portanto, os propósitos do crente têm que ser subordinados aos de Deus. Defina os meios como sua família poderá atender àquelas resoluções. Imite, obedeça, honre e glorifique a Deus. Peça a Deus que o transforme, que o faça parecido com Ele. Permita que Cristo o transforme na imagem e semelhança de Deus. Assim você poderá criar filhos que glorifiquem ao Criador: imitando, obedecendo, respeitando e honrando os pais como você aos seus, a seu cônjuge e a seu Deus (lCo 11,1; Ef 5,1). Se já se casou e tem filhos, mas percebe que as coisas não foram ou não estão sendo feitas do modo correto, procure acertar de hoje em diante, Certamente Deus será com você.

SINOPSE DO TÓPICO 2
Programar-se para formação familiar, sustentação familiar e avaliação de cada etapa concluída.

2. Edificando as bases para a família - Depois que o pecado entrou no mundo, ninguém jamais encontrou condições favoráveis para construir um novo lar. O estrago foi feito e atingiu a todos, A situação piora a cada dia. Mas em Cristo fomos gerados de novo, numa semente incorruptível. Podemos edificar bases sólidas para os nossos descendentes, na viva esperança de que nós e eles formaremos famílias do agrado de Deus (IPe 1.3:23). Pode ser que você venha de uma estrutura familiar falida, ou tenha crescido fora dos laços familiares, tenha sido abandonado quando criança, ou seus pais não sejam cristãos, conheceu a Cristo depois de já ter constituído um lar, ou, sendo cristão, se tenha descuidado ao seguir os princípios bíblicos na formação e conduta da sua casa... Quem sabe teve a felicidade de haver sido criado por pais crentes e exemplares? Qualquer que seja o caso, quem quiser ter condições de formar uma família e conduzi-la à plenitude de vida, terá que:

2.1. Organizar a vida para a formação da família - A organização da vida para iniciar uma família inclui: corrigir possíveis falhas de comportamento e caráter, que certamente poderão ser reproduzidas pelos filhos (lembre-se, uma única semente pode produzir centenas e até milhares de frutos, o mesmo ocorre com a reprodução do pecado e do comportamento pecaminoso); resolver problemas de relacionamento, seja com os pais, irmãos, amigos, vizinhos, namoro ou casamento anterior (descobrir porque acabou, para não incorrer em outro fracasso); rever a relação com o princípio de autoridade (filhos não reconhecem a autoridade de pais que não aprenderam a submissão) e ser um verdadeiro adorador interessado em cumprir os desígnios de Deus.

2.2. Criar e/ou reunir condições para a formação da família - A criação é o conjunto de condições para a edificação de uma família, abrangem: formação educacional e profissional dos candidatos a marido e pai, esposa e mãe; arrumar e manter um emprego ou outro meio de vida suficiente para o casal e para os filhos que virão; pagar as dívidas...; aquisição de imóvel para residência da família (pagar as prestações do imóvel é sempre mais seguro e prudente do que pagar aluguel ou morar na casa dos sogros); começar o mais cedo possível alguma modalidade de poupança e/ou investimento que possa ser utilizado em alguma emergência, ou nas férias com a família, na educação formal dos filhos e até para deixar uma herança para eles (Pv 13.22). Estas providências, entre outras, devem ser tomadas pelos que temem a Deus, muitas delas até antes de se casarem e algumas devem perdurar por toda a vida.

2.3. Avaliar se o que foi e está sendo feito é bom e suficiente - Avaliações constantes, minuciosas e honestas de todas as nossas ações, atitudes e providências tomadas para edificar as bases do lar garantirão a tranquilidade, a paz, a segurança e o sucesso da família. Imitemos a Deus também nisto. Ele só formou o homem depois de cumprir e conferir todas as fases do Seu plano de ação e providências na edificação de bases bem sólidas para o desenvolvimento e frutificação da humanidade (Gn 1.4a, 10b, 12b,18b, 21.b, 25b). Se o Deus Todo Poderoso conferiu cada etapa da sua criação, por que nós, meras criaturas falíveis e mortais, não faremos o mesmo?

SINOPSE DO TÓPICO 3
Preparado para educar, para influenciar e para sobreviver independente como mantenedor da família.
3. Capacitando os filhos para uma vida com propósito - Precisamos considerar que Deus tem propósitos específicos para nossos filhos. É importante agir como Manoá, que orou ao Senhor para que Ele lhe ensinasse como deveria criar Sansão (Jz 13, 8,12). Ainda que não consigam entender completamente a extensão do propósito para o qual estão sendo educados, crianças e adolescentes reagem melhor à educação e à disciplina se forem informados do porquê de cada ação educativa e disciplinar a que forem submetidos. Podemos educar nossa família para fins específicos:

3.1. Através da educação espiritual e moral - Candidatos ao casamento precisam receber uma sólida educação espiritual para que sejam capazes de: a) produzirem nos descendentes uma consciência profunda da pecaminosidade humana, através de confiança incondicional no amor e na misericórdia de Deus e dependência total do Espírito Santo; b) levarem os filhos ao desejo e desenvolvimento do caráter de Cristo; c) rejeitarem o mal; d) agirem com justiça e retidão; e) amarem a verdade e dizê-la; f) serem benevolentes, misericordiosos, altruístas, fiéis, leais e equilibrados. Estas, entre outras virtudes cristãs.

3.2. Através da educação humana - Esta deve se constituir num dos principais investimentos dos pais em si mesmos e nos filhos. Por ela, as gerações vão legando, umas às outras, as experiências, os conhecimentos, a cultura acumulada ao longo da história, permitindo tanto o acesso ao saber sistematizado, como a produção de bens necessários à satisfação das necessidades humanas. Porém, a educação formal - aquela adquirida na sala de aula - não é neutra em matéria de fé, religião, valores e princípios morais e espirituais e propósito da vida. Por conta disso, pais cristãos devem ser primorosos no cuidado, e acompanhar de perto a educação das crianças, para ensinar-lhes a detectar o mal e rejeitá-lo, a compartilhar a fé, a ética, os princípios e valores cristãos, a fim de levarem os colegas e professores a Cristo e ao conhecimento do propósito de Deus para eles. Lembrem-se: Se a criança, o adolescente ou o jovem cristão não forem ensinados ao ponto de se tornarem capazes de influenciar os colegas não cristãos, certamente serão influenciados por eles, que farão de tudo para desviá-los do propósito de Deus.

3.3. Através da reunião de recursos materiais - Isto não significa juntar dinheiro suficiente para que os filhos não precisem trabalhar. Mesmo no Éden, o homem tinha um trabalho a realizar (Gn 2.15). Reunir recursos materiais para os filhos é dar a eles o suficiente para que comecem uma vida independente dos pais. Não será a quantidade destes recursos que determinarão o sucesso deles, mas a capacitação que lhes dermos para abraçarem um propósito, definirem as prioridades em função daquele propósito e administrarem a fé, o tempo, as energias, as emoções, o aperfeiçoamento pessoal, os recursos e o dinheiro de modo a alcançarem o alvo.
O casal deve ter um planejamento financeiro que inclua todas as despesas ordinárias pois digno de nota é aquele que mantém uma boa contabilidade, gastando menos e mais sensatamente. O casai deve lutar para permanecer dentro do orçamento. Marido e esposa devem ser disciplinados no uso do dinheiro. As compras devem ser decididas racionalmente, e não na base da emoção.

Conclusão - Que cada pai e mãe possam ajudar seus filhos a não dispensarem as etapas fundamentais na formação da família. Que os princípios norteadores aqui discutidos possam ajudar a edificar as bases do lar que são necessárias à tranquilidade, à paz, à segurança e ao sucesso da nossa família.

QUESTIONÁRIO
1. Como projetar a família?
R: Imitando ao Senhor na constituição da família, pois precisamos abrir mão da maneira de pensar mundana.
2. O que os jovens devem fazer inicialmente para ter uma família harmoniosa, disciplinada e bem sucedida?
R: Precisam fazer uma avaliação do que são, do que fazem e do que têm, para averiguar se é suficiente à execução do projeto de vida deles.
3. Apesar de o pecado criar condições desfavoráveis a construção de um belo lar, a que devemos nos apegar?
R: À semente incorruptível plantada em nós, que gerará bases sólidas para formarmos famílias do agrado de Deus.
4. Como podemos educar nossa família para fins específicos?
R: Através da educação espiritual e moral, da reunião de recursos materiais e da educação humana.
5. Quais os benefícios da educação humana?
Por ela, as gerações vão legando, umas as outras, as experiências, os conhecimentos, a cultura acumuladas ao longo da história, permitindo tanto o acesso ao saber sistematizado, como a produção de bens necessários à satisfação dás necessidades humanas.