O agir de um Deus sobrenatural
Texto Áureo - IICo
4:18 Não atentando nós nas coisas que se
veem, mas nas que se não vêem; porque as que se veem são
temporais, e as que se não veem são eternas.
Verdade Aplicada - Um
milagre é uma ação que acontece dentro da experiência humana onde
as operações da natureza se tornam inertes por ocasião de uma
intervenção Divina.
Texto de Referência - Salmo
77:11-16 - Eu me
lembrarei das obras do SENHOR; certamente que eu me lembrarei das
tuas maravilhas da antiguidade. Meditarei também em todas as tuas
obras, e falarei dos teus feitos. O teu caminho, ó Deus, está no
santuário. Quem é Deus tão grande como o nosso Deus? Tu és o Deus
que fazes maravilhas; tu fizeste notória a tua força entre os
povos. Com o teu braço remiste o teu povo, os filhos de Jacó e de
José. (Selá.) As águas te viram, ó Deus, as águas te viram, e
tremeram; os abismos também se abalaram.
Milagres, uma ferramenta do povo de Deus.
Quando
Moisés foi convocado por Deus para resgatar o povo de Israel do
Egito, ele lançou mão de uma série de argumentos, a fim de
justificar sua incapacidade de concluir tão missão. Em determinado
momento, por exemplo, Moisés disse ao Senhor que o povo não
acreditaria em suas palavras, mesmo elas sendo as PALAVRAS do próprio
“EU SOU”. Deus então concede a Moisés uma capacitação
espiritual poderosíssima, afim de que ele operasse sinais e
maravilhas (Êx 4:1-9). Uma vez diante de seus incrédulos ouvintes,
que relutavam em aceitar e crer nas palavras do enviado de Deus,
Moisés pode usar deste recurso especial, que definitivamente atrai a
atenção de toda aquela gente para si. É verdade que a palavra
falada é que trouxe toda a diretriz do plano libertador traçado por
Deus, mas foram os atos miraculosos promovidos por Moisés
(transformar um cajado em serpente, promover uma doença infecciosa
no seu próprio corpo e a curar imediatamente, e ainda transformar
água em sangue), que lhe trouxe credibilidade junto aos hebreus e
provocou temor nos Egípcio. A capacidade de realizar proezas sobre
humana é uma das maiores ferramentas que Deus disponibilizou aos
seus servos ao longo de toda a história. Patriarcas, juízes e
profetas utilizaram em larga escala deste recurso para os fins mais
diversos, como livrar Israel de um inimigo, prover sustento ao povo,
ajudar pessoas desesperadas, humilhar deuses pagãos e desafiar
reinados ditatoriais, visando sempre, a glória de Deus e a oblação
do nome poderoso do Senhor.
Com
a IGREJA essa realidade não é diferente. Embora muitas acreditem
que os milagres não são para os nossos dias, a Bíblia nos diz
exatamente o contrario. João registra uma promessa maravilhosa feita
pelo próprio Jesus, onde o Messias enfatiza que aqueles que crêem
nele, podem sim realizar as mesmas obras por ele realizadas, e ainda
avançar para coisas maiores (Jo 14:12). Considerando que em sua
passagem sobre a Terra, Jesus trouxe curou cegos, aleijados, mudos e
leprosos, expulsou demônios promovendo libertação, andou sobre o
mar, transformou água em vinho e ressuscitou mortos, então podemos
concluir que o potencial miraculoso que reside no cristão é
extraordinário. Quando comissionou seus discípulos a continuem a
obra por ele iniciada, Jesus concedeu a aqueles homens poder e
autoridade, além do respaldo de sua presença divina. Com essa
legalidade espiritual e fazendo do nome de Jesus, os seguidores de
Cristo tornam-se capazes de curar enfermos, expulsar demônios, falar
idiomas específicos e sobreviver a investidas mortais de possíveis
inimigos (Mc 16:17-18/Lc 10:19). Em sua primeira carta aos coríntos,
Paulo lista nove habilidades sobrenaturais, chamadas de “dons do
espírito”, que são entregues a membros do corpo de Cristo,
visando à edificação de toda a igreja e a proporcionando meios de
impactar o individuo mediante feitos inumanos, que comprovam a
atuação de Deus através deste povo. Dentre as nove capacitações
citadas pelo apostolo, duas delas tem por finalidade a realização
de feitos milagrosos para aperfeiçoamento da fé: Dons de Cura e
Dons de Operação de Maravilhas (ICo 12:8-9). Se toda a nossa fé
esta centrada em Jesus e abalizada pelas suas palavras, temos também
que crer na atualidade dos milagres, pois a verdadeira igreja não
teve mudanças em sua essência, a obra que lhe foi confiada ainda é
a mesma e as ferramentas disponibilizadas aos primeiros cristãos
para viabilizar este trabalho, ainda estão em perfeito estado de
conservação. A diferença é que pela incredulidade latente nos
dias de hoje, preferimos uma zona de conforto, e assim, embora nossa
mensagem diga que Jesus opera grandes milagres, na pratica, pouco
trabalhamos que os mesmos acontecem, e com isso perdemos a chance de
mudar o pensamento desta geração incrédulo, que talvez de
presenciassem a teórica do milagre se tornando em um “fato”,
seria realmente impactada pelo evangelho. Pois se contra a PALAVRA,
muitos intelectuais e religiosos tecem teorias e levantam duvidas,
contra um Milagre, fica difícil pautar em contrapartida. E esta é
sem duvida, a principal contribuição que a realização de obras
miraculosas pela igreja, traz para o Evangelho de Jesus.
A
crença nos milagres bíblicos sempre foi uma característica central
da fé cristã (Jo 4.48). Sabemos que milagres não são
acontecimentos do passado, pois estão presentes no dia a dia da
igreja cristã. Neste trimestre estudaremos apenas alguns milagres
registrados no Antigo Testamento a fim de extrair deles grandes
revelações para edificação da nossa fé.
Milagres, sua origem e significado
Por
que Deus se apresenta com sinais tão maravilhosos? O que Ele deseja
que venhamos compreender quando os realiza? (Rm 1:19-20). Segundo
Tomás de Aquino “quando Deus faz qualquer coisa contrária à
ordem da natureza que nós conhecemos e estamos acostumados a
observar, nós chamamos de milagre”. Poderíamos definir milagres
como: “intervenção sobrenatural no curso usual da natureza;
uma suspensão temporária da ordem natural, mediante o agir de
Deus”. A palavra milagre encontra sua raiz no latim “miraculum”
que significa “ver, olhar”. Para os latinos “miraculum”
representava as coisas prodigiosas que escapavam a seu entendimento
como: os eclipses, as estações do ano, e as tempestades (At 2:20).
“Miraculum” provém de “mirari”, que em latim
significa: “contemplar com admiração, com espanto, ou com
surpresa”. Assim, do ponto de vista etimológico, a palavra
milagre não tem necessariamente relação com alguma intervenção
divina, ela está ligada ao assombro diante do inefável. Segundo o
cristianismo, um milagre é uma intervenção Divina, onde de forma
sobrenatural e extraordinária, Deus manifesta sua soberania e amor
para com os seres humanos, um ato sem explicação científica
razoável. Cada um dos dons do Espírito é milagroso. São todos
sobrenaturais. No sentido geral da palavra “milagres”,
todos os dons do Espírito são milagres, mas no sentido etimológico
o dom de operação de milagres é um ato específico. Por exemplo,
quando Eliseu dividiu as águas do rio Jordão com um golpe do seu
manto, ocorreu uma operação de milagre! Houve uma intervenção no
decurso usual da natureza. Não conheço maisninguém que com um
golpe de uma capa abrisse um caminho pelo meio de um rio. (IIRs.
2:14).
No
Antigo Testamento, o milagre é definido pelo menos por três termos:
“teraton”, indicando prodígio como uma intervenção
que reconhece a ação do Senhor; “thaumasion”, que
expressa melhor à provocação do assombro; e “paradoxon”,
que acentua a dimensão da surpresa inesperada. Em qualquer caso, o
milagre é um ato pelo qual Deus se dá a conhecer ao homem, que se
encontra maravilhado e espantado diante destes sinais de grandeza (Êx
6:6-8). Teologicamente, os milagres têm uma finalidade: eles
acontecem para que o crente reconheça a atuação miraculosa como
manifestação da Soberania Divina. O objetivo do milagre é antes de
tudo, revelar a Soberania Divina, seu amor e misericórdia; ele
revela a ação ininterrupta do Pai pela qualidade de vida dos seus
filhos, conforme Jo 20:30-31.
O
milagre antecipa a situação de um futuro escatológico, onde não
haverá enfermidade, nem sofrimento, nem morte, senão a vida (Ap
21:4). Os milagres são sinais visíveis da antecipação do Reino
entre nós (Lc 10:19; 11:20). Eles possuem, portanto, um valor de
revelação, na medida em que expressam o poder e a glória de Deus
sobre a criação. Assim, pois, o milagre segue sendo um sinal que
provoca a reflexão e o discernimento; ele não é realizado somente
na ordem da natureza ou na parte física da pessoa, também se
manifesta sobre tudo, no silêncio da transformação do coração
humano. O milagre é a intervenção livre de Deus dentro da criação,
e no homem para expressar a vitória sobre o mal e a chamada a
participação em seu Reino. O milagre se distingue do prodígio: na
verdade, ele tende a enfatizar o caráter extraordinário e
portentoso de um evento, enquanto que o prodígio é um chamado para
que à fé se torne mais genuína e se reconheça a presença de
Deus.
Curas, sinais e
maravilhas
Uma
vez entendido que um milagre pode ser definido como uma intervenção
sobrenatural no curso usual da natureza ou uma suspensão temporária
da ordem costumeira através da intervenção do Espírito Santo,
podemos concluir que toda manifestação espiritual através dos DONS
pode ser considerado um milagre. Mas o DOM específico de OPERAÇÃO
DE MARAVILHAS, que pode também ser chamado de OPERAÇÃO DE MILAGRES
ou OPERAÇÃO DE PODERES, e que no original grego significa
“explosões de onipotência”, tem como propósito
demonstrar o poder e a grandeza de Deus de forma inquestionável, a
ponto de “estontear” quem a testemunha, e é o único DOM
que leva o indivíduo que o recebe a participar de uma pequenina
parcela do poder de Deus, o mesmo poder usado na criação do mundo.
Porém, milagres também são encontrados em escalas menores, em
situações mais localizadas e por vezes, chega até mesmo a passar
despercebido. Vivenciamos milagres desde a fecundação e nossa vida
pode ser definida como uma sucessão constante de milagres.
Infelizmente, muitas vezes, nossa megalomania religiosa só valoriza
a atuação divina em obras portentosas ou sinais de abrangência
cósmica, mas é preciso uma atenção especial para perceber o
trabalhar cuidadoso de Deus até mesmo na mais micra das questões.
Somente quando nos atentarmos a esse cuidar diário por parte de
nosso Deus, que passaremos a desenvolver o senso da gratidão, e com
isso atrairemos sobre nossas vidas, bênçãos cada vez maiores.
Leitores atentos dos evangelhos irão notar que Jesus revelou seu
aspecto divino progressivamente, operando milagres discretos antes
dos mais retumbantes, afim de seus seguidores o reconhecessem como
Filho de Deus, primeiramente nas coisas pequenas. Essa é a prova de
fogo do cristianismo, desenvolver a fidelidade no pouco, para só
então ser introduzido no muito (Mt 25:21). Até mesmo os mais
impactantes milagres de Jesus, ou seja, a “ressurreição dos
mortos”, se deu de forma estratégica, aumentando a intensidade
dos efeitos paulatinamente. Primeiro, num quarto fechado, Jesus
ressuscitou a filha de Jairo, tendo como testemunhas, nada mais que
uma meia dúzia de pessoas (Mt 9:18-26). Depois, diante de uma cidade
inteira, Jesus chamou de volta para a vida, o filho morto de uma
pobre viúva (Lc 7:11-15). Posteriormente, a nação de Israel foi
impactada com a espantosa história de Lazaro, um homem que após
quatro dias, foi retirado com vida da sepultura, por intervenção de
seu amigo Jesus (Jo 11:1-46). Finalmente, Cristo divide
definitivamente a história da humanidade quando ressurge vivo, após
três dias no seio da terra, provando de forma irrefutável seu poder
sobre a morte (Lc 24:5). Finalmente, num futuro próximo, uma
ressurreição em massa trará de volta todos os que dormiram em
Cristo, em decorrência do arrebatamento da igreja (ITs 4:13-17).
Portanto, independentemente do tamanho da intervenção divina, ou do
impacto que ela cause, é preciso sabedoria para entender que milagre
é sempre milagre, mesmo que receba nomes ou conotações
diferenciadas.
É
imprescindível conhecermos as definições de alguns termos para
entendermos de forma mais ampla tanto a profundidade do evento quanto
a diferença que existe quando nos referimos aos milagres operados
pelo Criador. Vejamos:
Cura:
O grego do Novo Testamento apresenta muitas palavras que descrevem os
processos de cura. Vamos nos deter apenas em três principais. São
elas: “iasis” - que descreve o ato de curar (Lc
13:32); “therapeúo” - que significa curar, honrar.
É dessa palavra que se deriva a palavra terapia (Lc 9.11); “iáomai”-
que é um termo muito mais completo, pois não engloba somente a cura
física, mas inclui ser livre de pecados, ou ser salvo (At 10:38).
Neste sentido, a cura se manifesta tanto como um dom na vida dos
cristãos, quanto como um direito legal outorgado pelo sacrifício
vicário de Jesus Cristo. Um milagre jamais nasce de cálculos
racionais, ele sempre está ligado a uma atitude de fé (Hb 11:1-3).
O Sino Naamã, não mergulhou sete vezes no Jordão porque foi
convencido pela medicina; Paulo teve que ver algo extraordinário
diante de si para abandonar todo o curso de sua vida e seguir aqueles
a quem tinha por hereges.
Sinal
Divino: A palavra sinal vem do grego “simeion”
que indica a marca do poder sobrenatural de Deus, é o selo pelo qual
uma pessoa é conhecida, ou se distingue das demais (Mt 12:38;
16:1-4). Esse termo “simeion” é usado para exemplificar
um prodígio de maneira incomum e que transcende o natural (At 6:8).
Deus realiza sinais para autenticar a missão daquele a quem enviou.
Quando Moisés foi comissionado por Deus para livrar Israel do Egito,
ele apresentou para Deus sua dificuldade: “mas eis que não me
crerão, nem ouvirão a minha voz” (Êx 4:1). Os milagres
credenciavam tanto Moisés quanto sua mensagem (Êx 3:20; 4:11-21).
Maravilhas:
“E disse o SENHOR a Moisés: Quando voltares ao Egito, atenta
que faças diante de Faraó todas as maravilhas que tenho posto na
tua mão” (Êx 4:21). Em grego se utiliza o vocábulo “terás”
para maravilhas, esse é um adjetivo que sempre é usado no plural.
“Terás” descreve algo estranho, que deslumbra ou assombra
ao espectador, e cuja procedência se atribui a um ato Divino. É
conhecido de todos os estudiosos que a operação de maravilhas está
alicerçada somente na fé de quem tem sobre si esse dom ou
qualificação Divina, o qual dispensa a fé do beneficiado. Quem
será que não se assombrou ao ver um caminho no meio do mar e dois
muros feitos de água, como se houvesse uma mão a segurá-lo até
que todos estivessem a salvo? Existem expositores que afirmam que os
milagres já se encerraram, e que duraram até a era apostólica.
Eles afirmam que hoje não é mais preciso milagres, porque o povo já
tem toda a revelação que precisa para crer no Senhor. As Escrituras
não ensinam que os milagres cessariam com os apóstolos, Jesus disse
que faríamos obras maiores (Jo 14.12). Tanto os sinais quanto a
salvação pertencem à promessa de Jesus no texto de Mc 16.16-17.
O poder sobrenatural de Deus
Jesus
nos deixou como herança uma igreja que evangelizava e que
estabelecia seu reino usando um poder sobrenatural como ferramenta
principal e inseparável. Mas infelizmente, com o passar do tempo,
algumas idéias humanas foram sendo introduzidas na igreja, e esse
poder sobrenatural foi posto de lado (Lc 10:9-19). No grego a palavra
poder é “dunamis”, que também significa: força
poderosa, potência ou habilidade inerente ao poder. “Dunamis”
é a capacidade de realizar milagres. É o poder de Deus, a Sua
habilidade sobrenatural, Seu poder explosivo, Seu poder milagroso.
Atualmente, muitas igrejas se mostram negativas a esse poder, porque
uma grande soma de cristãos do nosso século jamais presenciou um
milagre físico ou uma obra sobrenatural. As metodologias humanas
estão substituindo o “dunamis” de Deus, e o resultado é:
estamos gerando cristãos sem uma experiência sobrenatural,
pessoas enfermas, fracas, e oprimidas em nosso meio. O que nos
difere das demais religiões é a mensagem de poder e impacto (Mt
12:24; Mc 6:7; Rm 1:16; IICl 4). Todos os movimentos cristãos, sem
importar sua denominação, começaram com uma visitação
sobrenatural de Deus, se isso não ocorresse jamais teriam impactado
o mundo. Mas onde se encontra esse poder hoje? Quantos ainda
desfrutam dele? O que aconteceu? Parece que com o passar do tempo o
carnal substituiu o espiritual (Gl 3:3).
Quando
falamos do sobrenatural devemos ter em mente o nível em que Deus
habita. Milagres para Deus são coisas comuns, nós os denominamos
como milagres porque nosso nível está totalmente abaixo daquele em
que o Criador está. Só existe uma maneira de viver de forma
diferenciada, é se ajustando ao nível em que Ele está. Quando o
Senhor conduziu Ezequiel ao vale de ossos secos, Ezequiel foi levado
em espírito. Deus o colocou num nível elevado para que visse aquilo
que aos olhos carnais jamais entenderia. Ezequiel viu o império da
morte, mas no nível em que estava proferiu a palavra de vida (Ez
37.1-11). Não podemos discernir Deus com cálculos humanos. Deus é
espírito, e é no espírito que Ele se revela, conforme Jo 4:24.O
poder de Deus foi repartido a Sua Igreja para propósitos sérios e
específicos que estão diretamente relacionados à propagação de
seu Reino na terra (lJo 2:20-27). Devemos lembrar que a “unção”
representa para todos nós uma grande responsabilidade. Quando uma
pessoa é investida de autoridade, deixa de ser uma pessoa comum e
passa a ser vista de forma diferente pelos demais. Essa “unção”
lhe dará uma autoridade que antes não possuía, e caso venha usá-la
de forma indevida, tanto poderá trazer sérios danos para si quanto
para os demais. Noé foi chamado por Deus para salvar o mundo e sua
missão foi construir uma arca. Mais tarde plantou uma vinha, com o
vinho produzido se embebedou e amaldiçoou seu filho. Quando foi
responsável salvou o mundo, quando foi irresponsável amaldiçoou
sua família (Gn 6:17-18; 9;21-25). Lembre-se: Unção não é
autopromoção é responsabilidade!
Cuidados Especiais
Alguns
cuidados devem ser tomados para que este poder seja usado com
sabedoria. Impreterivelmente, o cristão deve usar a Bíblia como seu
referencial de vida e guia de sobrevivência aqui na terra. É nela
que se inicia e se encerra as ordenanças de Deus aos homens, e os
preceitos que norteiam nossa fé. ICr 1:18-25, evidencia que a
origem do poder que em nós opera esta na PALAVRA DO EVANGELHO,
e qualquer operação miraculosa que não seja embasada por ela, é
passível de descrédito. Também não podemos esquecer que um
milagre genuíno, está intrinsecamente ligado a um propósito
específico, pois milagre sem propósito não passa de show de
mágica. Obviamente, todo milagres, de alguma forma é espetacular,
mas este espetáculo, na atuação espiritual, precisa promover
mudanças profundas na espiritualidade do indivíduo, caso contrário,
soará banal. Um belo exemplo está registrado no livro
apócrifo chamado “Evangelho da Infância de Jesus”, onde
é possível encontrar algumas bizarras histórias de milagres sem
nenhum propósito. Uma das mais interessantes narra um “milagre”
curioso que “teria” sido realizado pelo pequeno Jesus, que
juntando um pouco de barro, modelou caprichosamente um pássaro para
depois lhe dar vida e vê-lo sair voando rumo ao céu... Embora seja
uma bela história, a mesma não é aceita no cânon sagrado, pois
vai na direção oposta de tudo que sabemos sobre Jesus. O Mestre,
embora fosse um Deus entre os homens, nunca se utilizou de seus
poderes divinos para outros meios, se não abençoar vidas e
engrandecer o nome do Pai. Logo é difícil imaginá-lo dando vida a
um pássaro de barro, para simplesmente “testar o seu poder”,
pois isso não passaria de um grande número de mágica, ou
espetáculo pelo espetáculo. Em contra partida, o capítulo sete do
evangelho de Lucas, nos conta que ao entrar na cidade de Naim, Jesus
se deparou com o cortejo fúnebre, do filho de uma viúva. Ele parou
a multidão, dirigiu-se ao menino e o trouxe de volta a vida. Este
fato, além de devolver a alegria (e o sustendo) a uma pobre mulher
que estava fadada a amargar um imenso sofrimento, ajudou a espalhar o
evangelho por toda a Judéia, ou seja, um milagre com propósito.
Além da ressurreição de mortos, a Bíblia fala sobre operações
maravilhosas para exercer castigo ou juízo (At 5:3-11; 13:7-12),
como intervenção nas forças na natureza (Êx 14:21; Mc 4:35-41) e
como investida contra as ações de Satanás (Jo 6:2).
Outro
cuidado de imprescindível relevância, e as prioridades da igreja em
sua atuação através da capacitação espiritual. A PALAVRA DE DEUS
é superior a qualquer tipo de milagres. Embora curas, sinais e
prodígios devam acontecer com freqüência em nosso ministério,
devemos tomar muito cuidado para não supervalorizarmos o milagre e
usá-lo como bússola para nortear nossa vida. Sinais e maravilhas
são meios que o Senhor usa para se manifestar ao seu povo, tendo
como ferramenta as mãos e a boca de alguns indivíduos agraciados,
mas não são eles os parâmetros indicativos para o desejo de Deus
sobre nós. Logo não podemos nos tornar “reféns” dos milagres,
buscando desesperadamente alguém que os realize e nem mudar nossa
postura cristã quando um milagre não acontece. Nossa vida deve ser
lapidada, regida e conduzida pela “PALAVRA” e não por
manifestações megalomaníacas de poder. A revista Ensinador
Cristão nº 45 assim define essa questão: “Os sinais
seguem aqueles que creem e seguem a Palavra de Deus, e não os que
creem e seguem os milagres”. Os que vivem puramente atrás dos
milagres e se esquecem de quem os opera, pode se deparar com
operações enganosas e fraudulentas, pois Satanás também tem a
capacidade de realizar grandes obras. Tomados os devidos cuidados, a
Igreja, precisa urgentemente recolocar em pratica a operação de
maravilhas em larga escala, pois o tempo urge, a volta do Senhor está
próxima e ainda há muitas almas para serem alcançadas. Portanto,
“todas” as ferramentas disponibilizadas pelo Espírito
Santo à Igreja, devem ser usadas com esmero, e se possível, até a
exaustão.
O
poder de Deus está à disposição de todos nós (Jo 14:12).
Milagres não são coisas do passado, eles sempre serão uma
realidade na vida de todo aquele que crê (Mc 16.17). Um dos
propósitos mais importantes pelo qual Deus nos ungiu foi para nos
tornar testemunhas de Seu poder. Que os sinais nos sigam por onde
passarmos (At 1:8).





